Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Entrou com média de 20 no Porto mas vai estudar no estrangeiro

  • 333

Rui Duarte Silva

Carlos Miguel Gomes, o melhor aluno a entrar este ano letivo em Engenharia Informática na Universidade do Porto preferiu “ir estudar para o estrangeiro”

O melhor aluno a entrar este ano letivo na Universidade do Porto (UP), com média de 20 valores a tudo, acabou de desistir da vaga para continuar os estudos no estrangeiro, informou esta quarta-feira aquela instituição de ensino superior.

Carlos Miguel Gomes foi o melhor aluno a entrar este ano letivo na Universidade do Porto, candidatando-se com 20 valores ao Mestrado Integrado em Engenharia Informática e Computação na Faculdade de Engenharia da UP, lê-se na listagem ordenada de candidatos ao ensino superior na primeira fase de 2016 a que a Lusa acedeu e que é pública.

O estudante optou, no entanto, por não aceitar a vaga para frequentar aquele curso na UP, porque preferiu "ir estudar para o estrangeiro", avançou esta quarta-feira à Lusa fonte das relações públicas da Universidade do Porto.

Como o estudante se candidatou em simultâneo à Universidade do Porto e a uma universidade do Reino Unido e foi aceite em ambas, acabou por decidir ir estudar para o estrangeiro, adiantou a mesma fonte da UP.

Com a desistência do melhor aluno a ingressar na Universidade do Porto, sobem para primeiro lugar na lista dos alunos brilhantes daquela instituição duas candidatas ao concurso nacional ao ensino superior público que entraram para o Mestrado Integrado de Medicina, na Faculdade de Medicina, ambas com 19,9 valores. São a Mariana Malonek e a Benedita Viana.

Em entrevista telefónica à Lusa, Mariana Malonek, 18 anos, conta que estudou no Colégio Alemão do Porto, e que entrar para o curso de Medicina era um "sonho" que começou a desenhar-se no 9.º ano de escolaridade, com 15 anos.

"Comecei a perceber que o corpo humano me fascinava e, antes de tudo, percebi que podia ajudar pessoas. Ainda estive indecisa entre Matemática e Medicina, mas acabei por optar por Medicina por causa da componente humana", explica a jovem, filha de professores universitários de Matemática.

Questionada pela Lusa sobre dicas para se ter boas notas, Mariana revela que o seu "truque", terá sido "prestar atenção nas aulas e depois rever a matéria para os testes", mas, confessa que não é propriamente o exemplo de organização.

"Eu não sou muito direitinha e organizada, mas entendia muito bem a matéria nas aulas e isso é uma grande vantagem", explica a nova caloira da Universidade do Porto, que desde os cinco anos de idade que estuda violino na Academia de Música de Espinho.

"O meu pai, que é alemão, também tocava violino", recorda, refletindo que talvez, de forma "inconsciente", o estudo musical a tenha ajudado a ter mais sucesso na escola.

Mariana não tem muito tempo livre, por causa do estudo do violino, mas quando tem oportunidade gosta de ir ao cinema e de ir ver concertos na Casa da Música com os pais.

A Universidade do Porto registou este ano o maior número de candidatos em primeira opção por vaga disponibilizada no concurso nacional de acesso ao ensino superior, pois por cada uma das suas 4.160 vagas, houve 1,9 candidatos que colocaram a UP como primeira opção para frequentar o ensino superior, ou seja, a UP teve quase o dobro dos candidatos às vagas disponíveis.

A UP foi a instituição de ensino superior com a mais elevada classificação média ponderada do último candidato colocado com 157,2 valores, acima dos 151 valores registados pela Universidade Nova de Lisboa. Registou, globalmente, as mais altas notas de entrada no ensino superior. "

São da Universidade do Porto quatro dos seis cursos com as mais altas médias de entrada do País, ou num universo mais alargado, nove dos 25 cursos (36%), com as notas mais elevadas", disse à Lusa o reitor da UP, Sebastião Feyo Azevedo.

Os quatro cursos da UP que estão no 'top' seis são Engenharia e Gestão Industrial, da Faculdade de Engenharia (184,8 valores o último candidato), Medicina, na Faculdade de Medicina (184 valores), Medicina, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (182,5 valores), e o curso de Bioengenharia da Faculdade de Engenharia (182 valores).