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CP aguarda relatório oficial do acidente de Porriño

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SYLVAIN THOMAS/ Getty Images

Operador ferroviário estatal português não comenta dados parcelares publicados em Espanha sobre o acidente ocorrido da Galiza

A CP - Comboios de Portugal não faz comentários sobre a informação divulgada em Espanha pelo jornal “El País”, segundo a qual o comboio que descarrilou em Porriño estaria a circular a 118 km/hora. Fonte oficial da CP diz ao Expresso que aguarda o relatório final da investigação que está a ser feita com a participação de técnicos da CP, da sua homóloga espanhola Renfe, do gabinete de acidentes ferroviários dependente do Ministério do Fomento do Governo de Espanha e das autoridades judiciais.

Segundo a CP, "esta questão é séria e tem de ser avaliada com rigor", pelo que "só tomará uma posição formal quando o relatório final estiver concluído".

Segundo o jornal “El País”, o comboio “Celta”, que descarrilou na sexta-feira em Porriño, circularia a uma velocidade de 118 km/hora numa zona com limite de 30km/h, segundo um dos peritos judiciais, Juan Carlos Carballeira, que viu os dados da caixa negra do comboio.

O “El País” refere que as duas caixas negras do comboio (uma pertencente à CP e outra à Renfe) que descarrilou na passada sexta-feira, no sentido Vigo-Porto, foram analisadas esta terça-feira, revelando que o comboio ia a uma velocidade quatro vezes superior à que era permitida na zona onde havia obras. O acidente provocou quatro mortos e 48 feridos.

O jornal espanhol também refere que os técnicos da Renfe e da ADIF (o gestor da infraestrutura ferroviária espanhola) declararam que os trabalhos de manutenção na linha ferroviária localizados na zona onde o comboio deveria ter reduzido a velocidade estavam bem sinalizados e que a velocidade local permitida era de 30 km/hora.

O “El País” adianta que o Tribunal Superior de Justiça da Galiza relatou que o maquinista tinha confirmado que recebera o sinal para moderar a velocidade de circulação.