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Corpo de maquinista morto em acidente em Espanha ainda aguarda identificação

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JOSÉ COELHO / Lusa

“Temos de ter a identificação oficial, normalmente com impressões digitais, para libertar o cadáver”, explica fonte oficial do Tribunal Superior de Justiça da Galiza

O corpo do maquinista português falecido no acidente ferroviário de sexta-feira em O Porriño, Espanha, será trasladado para Portugal quando o Tribunal Superior de Justiça da Galiza receber das autoridades portuguesas um documento oficial com as impressões digitais do morto.

"Temos de ter a identificação oficial, normalmente com impressões digitais, para libertar o cadáver", explicou à Lusa fonte oficial do tribunal, acrescentando que o corpo do passageiro norte-americano também falecido já foi identificado de forma oficial, estando a embaixada dos Estados Unidos a ultimar os trâmites para repatriar o cadáver.

No acidente ferroviário da passada sexta-feira faleceram quatro pessoas, o maquinista de nacionalidade portuguesa, natural de Ermesinde, um cidadão norte-americano, e mais dois espanhóis (o revisor do comboio e o maquinista estagiário), cujos funerais já se realizaram este domingo.

Os presidentes da Renfe (comboios espanhóis) e da ADIF (infraestruturas ferroviárias espanholas) deverão comparecer no Parlamento, em Madrid, para informar os deputados sobre o acidente.

Segundo o governo regional da Galiza, nove feridos, de um total de meia centena, no acidente de comboio ainda estavam este domingo a receber cuidados médicos em unidades hospitalares.

A Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (CIAF) de Espanha está a investigar o acidente, nomeadamente a caixa negra do comboio. A circulação na linha onde descarrilou o comboio foi restabelecida no sábado e os destroços ainda presentes no local deverão ser removidos esta terça-feira.