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Inquérito ao desastre com o avião C-130 no Montijo ainda decorre

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Base Aérea do Montijo. Duas horas depois do acidente ainda decorriam as operações de socorro

Tiago Miranda

O ministro da Defesa aguarda ainda as conclusões ao acidente, ocorrido em julho quando o avião, que se encontrava numa missão de treino na base aérea, se incendiou durante a descolagem. Três militares morreram

O inquérito ao desastre com um avião de carga C-130, em julho, no Montijo, que provocou a morte de três militares da Força Aérea, ainda não está concluído, revelou o ministro da Defesa.

José Alberto Azeredo Lopes disse, na quarta-feira à agência Lusa em Londres, ter pedido recentemente informações sobre o assunto, aguardando a conclusão do inquérito e a divulgação das suas conclusões.

"Suponho que a finalização não esteja para longe, mas ainda não está concluído", afirmou, justificando a demora com a complexidade do acidente.

O avião Hércules C-130 encontrava-se numa missão de treino na base aérea n.º6, no Montijo.

Segundo a Força Aérea, que dirige o inquérito às causas, o aparelho "imobilizou-se fora da pista" e incendiou-se de imediato durante a corrida de descolagem e a tripulação não chegou a reportar qualquer emergência.

Na sequência do acidente, morreram o tenente-coronel Fernando Castro, o capitão André Saramago e o sargento Amândio Novais.

O Ministro da Defesa Nacional português chegou na quarta-feira à capital britânica para participar na reunião Ministerial de Defesa dedicada às operações de manutenção de paz das Nações Unidas, onde estarão representados mais de 70 países e organizações internacionais.