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Guardas florestais realizam greve e desfile em defesa da carreira profissional

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No início de agosto, dirigentes e ativistas sindicais do sector realizaram uma vigília junto ao ministério da Administração Interna

Miguel A.Lopes/Lusa

A atribuição de suplementos e o pagamento dos retroativos da aplicação do novo Estatuto estão entre as reivindicações que deram origem ao protesto

Os guardas florestais do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA/GNR) realizam esta quinta-feira uma greve e um desfile de protesto para exigir do Governo a revogação da legislação que extingue a carreira profissional, entre outras reivindicações.

A atribuição de suplementos, a exemplo do que acontece com os demais agentes policiais, e o pagamento dos retroativos da aplicação do novo Estatuto são outros motivos que levam os guardas florestais a efetuar uma greve de 24 horas e a desfilar em protesto entre o Largo do Carmo e o Terreiro do Paço, com manifestação diante das instalações do MAI.

Esta ação de luta foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, na sequência de uma reunião com o Secretário de Estado da Administração Interna, em que este, em nome do Governo, transmitiu que "as matérias em causa eram inegociáveis, mantendo-se tudo como estava".

"Face a esta posição do Governo que, para além de revelar uma inaceitável ausência de capacidade de diálogo e negociação com os representantes dos trabalhadores, confirma que em matéria de política florestal, vai uma grande distância entre o que os membros do Governo dizem e posteriormente fazem em matéria de proteção da floresta e prevenção contra os incêndios, já que extinguir a carreira de Guarda-Florestal só irá agravar a atual situação", refere a estrutura sindical.

Os guardas florestais consideram ainda "uma manifesta injustiça e uma desconsideração" que o Governo recuse a atribuição dos suplementos adequados, à semelhança daquilo que é pago aos agentes policiais de outras forças de segurança.