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Cientistas portugueses ganham seis bolsas milionárias da Comissão Europeia

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Ana Baião

As bolsas são individuais, variam entre 1,1 e 1,6 milhões de euros, e vão ser usadas em projetos científicos muito inovadores nos próximos cinco anos

Virgílio Azevedo

Virgílio Azevedo

Redator Principal

Seis bolsas individuais de início de carreira, com valores que variam entre 1,1 e 1,6 milhões de euros, acabam de ser atribuídas a cientistas portugueses pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla inglesa).

Quatro dos bolseiros trabalham em Portugal e dois em instituições europeias e o financiamento europeu, que atinge um total de 8,2 milhões de euros, permitirá aos cientistas criar as suas próprias equipas de investigação e concretizar em projetos as suas ideias mais inovadoras.

Os investigadores portugueses são Miguel Cardina, do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, Ana Patrícia Gonçalves, da Universidade do Minho, Francisco Freire, do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA), Joaquim Gaspar, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), Beatriz Viçoso, do Instituto de Ciência e Tecnologia da Áustria, e Bruno Correia, da Escola Politécnica Federal de Lausana (Suíça).

Os projetos que vão desenvolver envolvem áreas de investigação avançadas, de fronteira, como o design computacional de novas proteínas funcionais para imunoengenharia, nas ciências da vida (Bruno Correia); os limites hidrodinâmicos e flutuações de equilíbrio, na matemática (Ana Patrícia Gonçalves); a prevalência e influência do antagonismo sexual na evolução do genoma, na biologia da evolução (Beatriz Viçoso); as cartas marítimas medievais e do início da época moderna e as guerras de libertação colonial, na história (Joaquim Gaspar e Miguel Cardina), e os estudos críticos das políticas, do ativismo social e da militância islâmica na região do Magrebe, na antropologia (Francisco Freire).

O ERC atribuíu um total de 325 bolsas a investigadores em início de carreira (Starting Grants) de 42 nacionalidades diferentes, num valor de 485 milhões de euros. Carlos Moedas, comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação, afirmou em Bruxelas que "estas bolsas permitem à UE atrair jovens investigadores de talento e mantê-los na Europa".

Com efeito, são bolsas científicas que apoiam projetos em áreas de fronteira, muito inovadoras, que não são financiadas por qualquer outro programa da União Europeia.