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Quercus apela a campanha eleitoral sustentável

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Alberto Frias

Ambientalistas pedem à Comissão Nacional de Eleições para que controle materiais usados e tempo de exposição dos cartazes dos partidos nas próximas eleições

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

É comum os cartazes de papel ou de plástico das campanhas eleitorais perpetuarem-se nos postes e paredes durante meses após umas eleições. Alguns são retirados pelos partidos, mas a maioria acaba por degradar-se com o tempo, muitas vezes sendo arrastados pelo vento ou pela chuva para o chão e cursos de água, poluindo o ambiente.

Foi a pensar neste problema e nas eleições autárquicas que se avizinham que a associação ambientalista Quercus resolveu solicitar à Comissão Nacional de Eleições (CNE) “um maior controlo dos materiais utilizados nas campanhas eleitorais, bem como a redução do tempo de permanência dos cartazes de propaganda”.

O apelo surge, argumenta a Quercus em comunicado, “porque a lei que regula a propaganda eleitoral não estabelece um prazo para a remoção dos materiais de propaganda e os partidos políticos não controlam a qualidade dos materiais utilizados nas campanhas”.

A CNE já prometeu comunicar estas preocupações à Assembleia da República e assim contribuir para a proteção do Ambiente, adianta associação ambientalista.

“Estou convencido de que vai ser pacífico, uma vez que os partidos já começaram a interiorizar alguns comportamentos nos últimos anos”, afirma ao Expresso Rui Berkemeier. O coordenador do centro de informação de resíduos da Quercus lembra ainda que os partidos devem “não só remover os cartazes como reencaminhá-los para reciclagem e não para o lixo comum, sobretudo os cartazes em filme de polietileno (plástico)”.