Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Maioria dos jovens portugueses está disposta a emigrar

  • 333

Mais do que o salário são as perspetivas de desenvolvimento profissional que pesam na escolha do emprego. E quase 80% dos jovens dizem-se dispostos a deixar o país em busca de melhores condições de trabalho

O tipo de contrato, a localização do emprego ou a flexibilidade de horários são fatores que pouco ou nada pesam na escolha dos jovens portugueses na hora de procurarem um emprego. E mais do que o salário, são as perspetivas de desenvolvimento que mais influenciam a decisão da geração conhecida como “millenials”. Por isso, diz a maioria que não hesitará em partir se for no estrangeiro que encontram melhores condições de trabalho.

Estes são alguns dos dados apurados no inquérito lançado em julho pela rede Universia (que junta quase 1500 instituições de ensino superior em 23 países ibero-americanos) e a comunidade de emprego Trabalhando.com e que abordou as motivações, preferências e escolhas dos jovens perante o mercado de trabalho. Nos 10 países participantes, foram recolhidas as respostas de seis mil indivíduos, 389 dos quais portugueses.

Sobre a possibilidade de sair do país para melhorar profissionalmente, as opiniões dos portugueses estão alinhadas com a dos seus colegas ibero-americanas. Por cá, 78% responderam estar dispostos a deixar Portugal; globalmente a média foi de 76% de respostas positivas.

O desprendimento face a outros fatores mais tradicionais é também transversal, mas parece fazer sentir-se de forma ainda mais acentuada entre os millenials portugueses. Por exemplo, apenas 17% disseram focar-se mais na retribuição económica quando se candidatam a uma oferta de emprego. A média entre a amostra internacional é de 24%.

Já as perspetivas de desenvolvimento profissional são o fator primordial para 45% dos inquiridos portugueses. Localização geográfica do emprego, o tipo de contrato e a flexibilidade de horários são indicados por menos de 10% dos jovens.

Quanto ao que valorizam mais numa empresa, as duas respostas referidas mais frequentemente são o “ambiente de trabalho” e o “desenvolvimento profissional”. Apenas 5% indicam um “bom chefe”.

Questionados depois sobre se as empresas do país “cobrem estas necessidades”, 60% dos portugueses disseram que não.