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Sociedade

Olímpicos do Rio em primeiro no pódio do consumo online

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d.r.

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro superaram recordes na modalidade das transmissões online

Luís Proença

Dos nove países europeus que compilaram informação sobre as audiências das cerimónias de abertura e de encerramento, bem como dos momentos mais altos das competições desportivas olímpicas, conclui-se que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro superaram em grande os anteriores olímpicos de Londres no número total de acessos online disponibilizados pelos operadores televisivos.

De acordo com a informação difundida pela EGTA, uma associação sem fins lucrativos que representa os interesses comerciais de cerca de 80% das televisões e rádios europeias, sedeada em Bruxelas, a cobertura da BBC Sport, por exemplo, atingiu 102 milhões de utilizadores únicos em todo o mundo (68 milhões a partir do Reino Unido), o que significa a maior audiência online de sempre do serviço digital da BBC Sport.

Os vídeos disponibilizados pela France Télévisions obtiveram 150 milhões de visualizações através dos websites, apps e plataformas externas como o Facebook, YouTube e Instagram, o que representa seis vezes mais do que os totais dos jogos londrinos, em 2012. Também na Holanda se registou um crescimento significativo, com a NPO a marcar uma audiência total de seis milhões e meio de visitantes únicos nas suas plataformas online dedicadas aos Jogos do Rio – um salto de 27% em comparação com as audiências digitais de Londres. De assinalar que o jogo da final do torneio olímpico de futebol, disputado entre o Brasil e a Alemanha, foi visto e acedido online por 8,3 milhões de adeptos alemães.

Apesar das audiências das transmissões em direto pela televisão das cerimónias de abertura e encerramento terem sido inferiores às de Londres devido às diferenças horárias, os Jogos do Rio atraíram ainda assim milhões de telespectadores por todo o mundo e a todas as horas de competição. A cerimónia de abertura registou na Austrália um “share” (quota de mercado) de 74%, com 2,3 milhões de telespectadores sintonizados, por exemplo. Ou no Reino Unido, em que os ponteiros do “share” atingiram 52% na abertura e 33% no encerramento.

Katty Roberfroid, diretora geral da EGTA, sublinha que “os Jogos Olímpicos do Rio vêm provar uma vez mais o poder das transmissões em direto pela televisão e a sua capacidade de juntar as pessoas. Os operadores televisivos por toda a Europa têm razões para se orgulharem das audiências atingidas durante os Jogos no Brasil”. Roberfroid acrescenta que “os Jogos vêm provar sem sombra de dúvida que os eventos em direto – e especialmente os eventos desportivos -, são o mais forte ativo para os operadores de TV. São o que torna a televisão tão relevante, tão apelativa para audiências em massa e tão ‘social’”. A diretora geral da EGTA conclui que “não há nenhum media que atinja e impacte tão grande número de pessoas como a televisão o consegue fazer.”