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Marcelo Rebelo de Sousa salienta a “recusa da dominação das mulheres”, uma das causas de Maria Isabel Barreno

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ESTELA SILVA/LUSA

O Presidente da República sustentou hoje que a obra de Maria Isabel Barreno, escritora falecida este sábado, aos 77 anos, foi “muito além” da co-autoria das “Novas Cartas Portuguesas”, no início da década de 1970. Leia aqui a mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa na íntegra

Numa mensagem de pesar e condolências à família publicada hoje no sítio ´online´ da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa recorda que a publicação das "Novas Cartas Portuguesas", foi "um acontecimento que definiu uma época". "Tomando de empréstimo o modelo das Cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado, mas discutindo o mundo português contemporâneo, o livro era a expressão de uma mudança de mentalidades e de uma resistência crítica que a censura mal pôde conter", recordou o Chefe de Estado.

O caso, refere Marcelo Rebelo de Sousa, “levou às páginas da imprensa internacional as chamadas ´três Marias´: Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa”. “Mas a obra de Isabel Barreno vai muito além das Cartas”, salienta o Presidente da República, apontando os romances, novelas e contos da autora, que, na sua opinião “procuram sempre uma forma de conhecimento da realidade portuguesa”.

“Conhecimento psicológico e sociológico, empírico e filosófico, em contexto quotidiano e doméstico ou em registo fantástico. E é esse conhecimento que fundamenta a recusa da dominação das mulheres e da submissão aos ´legítimos superiores”, sustenta o Chefe de Estado sobre a obra da escritora e investigadora.

Leia AQUI a mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa na íntegra.