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É oficial: Samsung suspende venda do Galaxy Note 7 com receio de baterias explosivas

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TOBIAS SCHWARZ

O passo drástico e sem precedentes surge na sequência de uma investigação a inúmeros casos em que as baterias explodiram enquanto carregavam

A Samsung vai retirar de circulação o smartphone Galaxy Note 7 na sequência de problemas com a bateria. A informação foi confirmada esta sexta-feira pela multinacional de tecnologia, depois de nas últimas horas circularem rumores de que o anúncio poderia surgir a qualquer momento. O passo drástico e sem precedentes ocorre em sequência de uma investigação a inúmeros casos em que as baterias explodiram enquanto carregavam.

“Recebemos vários testemunhos de explosão de baterias no Note 7 e isso foi confirmado como um problema na bateria do telemóvel”, disse aos jornalistas Koh Dong-jin, presidente da empresa, citado pela estação britânica BBC.

Agora, a Samsung estima que o processo de substituição dos dispositivos demore cerca de duas semanas. Quem já comprou o Galaxy Note 7 pode proceder à troca.

Nos últimos dias, os casos de explosões do smartphone multiplicaram-se, e esta sexta-feira, a Samsung confirmou que 35 Galaxy Note 7 se incendiaram enquanto estavam a carregar. Também, segundo a BBC, na loja online Kakao Story, alguns compradores se queixaram do mesmo problema.

O telemóvel foi lançado a 19 de agosto e, até ao momento, está disponível em dez países (em Portugal encontra-se ainda em pré-venda), mas há mais que um fornecedor de baterias.

A notícia de que a Samsung planeava suspender as vendas começaram a surgir na na quinta-feira à noite através da Yonhap, a agência estatal noticiosa sul-coreana. Foi depois reiterada pelo jornal "Korea Herald".

Na quarta-feira, aponta o site de tecnologia "The Verge", a Samsung decidiu atrasar o envio de um carregamento do seu novo modelo de smartphone enquanto a investigação não é concluída, com os media locais e especializados a sublinharem entretanto que o conglomerado multinacional "encontrou razões sérias de preocupação".

Ao "The Wall Street Journal", o porta-voz da Samsung confirmou que o envio desses carregamentos foi cancelado, embora se tenha recusado a comentar se há de facto planos para a retirada do produto dos mercados mundiais.

A Yonhap avança que a Samsung está já em discussões com as operadoras de telecomunicações dos vários países que já lançaram o Note 7, para negociar a gestão do processo de retirada do produto. As empresas que planeavam o lançamento do telemóvel no Reino Unido terão já sido ordenadas a cancelar esses planos.

"Os resultados da investigação e as contramedidas relevantes serão tornados públicos este fim-de-semana ou no início da próxima semana no máximo", disse fonte da Samsung sob anonimato à agência sul-coreana.

A mesma fonte refere que o problema nas baterias só afetou menos de 0,1% do total de aparelhos vendidos até agora. Contudo, a imprensa especializada antevê que a retirada prevista de um modelo tão bem recebido pelo público vá traduzir-se num duro golpe para a gigante tecnológica.

Ao "The Verge", fonte da empresa disse apenas que "uma inspeção minuciosa está a ser conduzida" e que os resultados dessa investigação "serão partilhados o mais cedo possível".