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Sociedade

Marcelo pede pacto para a Justiça

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Tiago Miranda

Na cerimónia de abertura do novo ano judicial, o Presidente da República considerou urgente uma mudança de mentalidade na sociedade portuguesa e apelou também aos parceiros não partidários para irem “muito mais longe”

O Presidente da República defendeu esta quinta-feira a necessidade de em Portugal se “converter a Justiça em prioridade política”, apelando aos parceiros não partidários no sentido de irem “muito mais longe do que alguma vez foram”, uma das condições para se conseguir tal objetivo, abrindo caminho aos partidos políticos e à criação de um pacto para a justiça.

No discurso que encerrou a cerimónia de abertura do novo ano judicial, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda urgente “uma mudança cultural e alargada de mentalidade na sociedade portuguesa”.

No Supremo Tribunal de Justiça, onde decorreu a sessão solene, Marcelo começou por declarar que a abertura do ano judicial “convida a uma reflexão”, mas é também um momento para celebrar a Justiça.

O Presidente falou de uma justiça global, que “apesar de conhecida, como nunca, pela comunicação em tempo real”, sofre, entre outros motivos, “pela banalização dos grandes números” ou pela forma tão atual do chamado “terror sofisticado”.

Marcelo Rebelo de Sousa falou dos vários desafios que a Justiça enfrenta, mas elegeu como “o primeiro e o mais difícil” o desafio cultural de “querermos e sabermos” continuar a lutar por ela, “num tempo que convida a capitular e ceder”.

Uma luta, disse, “que não é somente dos apelidados operadores judiciários”, mas “de toda a comunidade”.

“Importa assegurar à justiça a prioridade duradoura que lhe tem faltado”, disse Marcelo, que terminou garantindo que os agentes da justiça podem contar com “o apoio inequívoco do Presidente da República” para esta tarefa.

  • Ministra da Justiça defende “menos mas melhor legislação”

    Não é caso para “sobressaltos”, mas a verdade é que é preciso legislar com “melhor articulação e mais clareza”, disse Francisca van Dunem. A ministra da Justiça garantiu ainda que vai “investir seriamente” na formação específica de magistrados e funcionários judiciais em áreas como “a corrupção, as grandes fraudes, a criminalidade grave nos mercados financeiros e de valores mobiliários