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Greve no aeroporto de Lisboa: TAP pede para passageiros chegarem 4 horas antes do embarque

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Aeroporto de Lisboa

Tiago Miranda

Greve dos trabalhadores de segurança privada provoca atrasos nas partidas dos aeroportos portugueses. Em Lisboa a adesão é de 80%. TAP pede os passageiros que vão iniciar viagem no aeroporto Humberto Delgado para irem para o aeroporto 4 horas antes

A TAP apelou aos passageiros para chegarem com maior antecedência aos aeroportos portugueses este sábado, recomendando que, nos casos dos que têm voos a partir de Lisboa, cheguem quatro horas antes do embarque, devido à greve dos trabalhadores de segurança privada.

Os sindicatos que representam os trabalhadores da segurança nos aeroportos afirmaram que a greve deste sábado está a ter uma adesão de 80% em Lisboa e superior a 50% nos aeroportos de Faro e do Porto.

Entretanto, a TAP apelou aos passageiros para chegarem com maior antecedência aos aeroportos portugueses, recomendando que, nos casos dos que têm voos a partir de Lisboa, cheguem quatro horas antes do embarque, devido à greve.

Fonte oficial da TAP diz que a companhia aérea está a alertar os passageiros com voos agendados para este sábado para que se dirijam aos aeroportos com "uma antecedência superior à habitual" e que os viajantes que embarquem a partir do aeroporto de Lisboa cheguem quatro horas antes "tendo em conta o maior número de passageiros" deste aeroporto.

Atrasos no controlo de bagagem

Em causa está a greve ao trabalho extraordinário dos trabalhadores da Prosegur e da Securitas, que asseguram o raio-x da bagagem de mão e o controlo dos passageiros e também dos trabalhadores dos aeroportos.

Esta paralisação de 24 horas foi marcada após mais de nove meses de negociações entre o sindicato e a Associação das Empresas de Segurança (AES) para a celebração de um novo contrato coletivo de trabalho.

O dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) Fernando Henriques disse recentemente à Lusa que "os trabalhadores destas duas empresas são responsáveis pela segurança de cerca de 40 milhões de passageiros que, por ano, passam pelos aeroportos portugueses".
O sindicalista alertou que, "com as condições em que trabalham, mais tarde ou mais cedo", podem existir "problemas graves", considerando que "é altura de olhar com atenção para esta questão".

notícia atualizada às 11h30