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Greve de seguranças: Tempo de espera aumenta no aeroporto de Lisboa

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Tiago Miranda

Filas de espera poderão atingir duas horas. Seguranças privados da Prosegur e da Securitas cumprem uma paralisação de 24 horas ao trabalho extraordinário

O tempo de espera para o controlo de segurança no aeroporto de Lisboa agravou-se durante a manhã deste sábado, devido à greve dos trabalhadores do raio-x, podendo atingir duas horas, disse à Lusa fonte da ANA - Aeroportos de Portugal.

Fonte oficial da empresa que gere os aeroportos do país disse este sábado à Lusa que os voos estão a decorrer com normalidade em todos os aeroportos com exceção do de Lisboa, devido à greve de 24 horas dos trabalhadores de segurança, nomeadamente a Prosegur e a Securitas, que hoje se cumpre.

"Os voos estão agora a sair com atrasos superiores e as filas de espera no Terminal 1 poderão atingir duas horas e, no terminal 2, [demoram] menos tempo, mas agravaram-se também", disse a mesma fonte, apelando novamente aos passageiros que viajem hoje para que cheguem ao aeroporto com maior antecedência.

No local, a Lusa constatou que, tanto na zona do 'check-in', como na zona do controlo de segurança através de raio-x, o número de passageiros se acumula, estando várias centenas de pessoas alinhadas em fila à espera de passarem para a zona de embarque.
Nos painéis com as informações sobre as partidas agendadas para o dia de hoje, verifica-se que grande parte das ligações da manhã foi ou será realizada com atraso.

Esta paralisação de 24 horas foi marcada após mais de nove meses de negociações entre o sindicato e a Associação das Empresas de Segurança (AES) para a celebração de um novo contrato coletivo de trabalho.

O dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) Fernando Henriques disse recentemente à Lusa que "os trabalhadores destas duas empresas são responsáveis pela segurança de cerca de 40 milhões de passageiros que, por ano, passam pelos aeroportos portugueses".

O sindicalista alertou que, "com as condições em que trabalham, mais tarde ou mais cedo", podem existir "problemas graves", considerando que "é altura de olhar com atenção para esta questão".