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Greve: Empresas de Segurança denunciam assédio aos trabalhadores

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O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, escuta os funcionários de empresas de segurança privada Prosegur e Securitas, concentrados junto ao aeroporto de Lisboa durante um dia de greve às condições laborais e ao trabalho suplementar nos aeroportos nacionais.

STEVEN GOVERNO/LUSA

Associação de Empresas de Segurança denuncia falta de identificação, pelos sindicatos, dos elementos a afetar à prestação de serviços mínimos

A Associação de Empresas de Segurança denunciou este sábado a existência de ilegalidades, na greve que decorre nos aeroportos, na prestação de serviços mínimos. A associação revela ainda a existência de casos de assédio aos trabalhadores que iam para o seu posto.

Realçando que defende o respeito pela lei, nomeadamente o direito à greve, a associação que representa as empresas do setor diz, no entanto, que “não pode deixar de denunciar algumas situações de desrespeito da legalidade e da liberdade dos trabalhadores”.

Os trabalhadores da Prosegur e da Securitas, que asseguram o raio-x da bagagem de mão e o controlo dos passageiros, assim como dos trabalhadores dos aeroportos, estão este sábado em greve, marcada após mais de nove meses de negociações entre o sindicato e a AES para a celebração de um novo contrato coletivo de trabalho.

Em comunicado, a Associação de Empresas de Segurança (AES) lista ilegalidades como a falta de identificação, pelos sindicatos, dos elementos a afetar à prestação de serviços mínimos.

“A AES não tem conhecimento da existência de qualquer providência cautelar interposta pelas associações sindicais” nem informação acerca do seu deferimento, e reitera que “o incumprimento dos serviços mínimos nos termos fixados pelas autoridades competentes constitui uma clara violação das obrigações legais”.

Por outro lado, “alguns profissionais que se dirigiam para o seu posto de trabalho foram assediados e coagidos moral e fisicamente, tendo alguns deles visto as suas viaturas vandalizadas”, denuncia a AES que considera estas atitudes “um claro desrespeito pelo direito de todos os vigilantes a exercerem a sua atividade livremente”.

A AES apela ainda a todas as partes, para que sem prejuízo do exercício do direito constitucional à greve, todos o façam no respeito pela legalidade e pela liberdade individual.

No final da manhã, o dirigente sindical do STAD - Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpezas Domésticas e Atividades Diversas, Carlos Trindade, disse que esta greve ao trabalho extraordinário conta com uma adesão de 80% em Lisboa e acima de 50% no Porto e em Faro.

O sindicalista falava à Lusa, em frente às instalações do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, onde estavam concentradas cerca de duas centenas de trabalhadores.