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Ministério dá orientações às escolas para flexibilizarem programas e metas de Matemática

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Jose Carlos Carvalho

Orientações surgem após críticas de professores de Matemática, que pedem a suspensão e substituição dos programas da disciplina no ensino básico e secundário

O Ministério da Educação enviou esta quarta-feira para as escolas orientações para flexibilizarem os programas e metas de Matemática nos ensinos básico e secundário. O documento foi desenhado na sequência de várias críticas da Associação dos Professores de Matemática (APM) em relação aos programas da disciplina, avança a tutela em comunicado.

Embora os atuais programas e metas ainda se mantenham a vigor, as novas orientações do Ministério permitem a possibilidade "de haver objetivos que possam ser atingidos em anos diferentes do inicialmente previsto", ou ciclos distintos. E preveem ainda que conteúdos não fundamentais possam "ser lecionados facultativamente, em função das necessidades da turma e ritmos de aprendizagem."

Os professores de Matemática A, do ensino secundário, consideravam que o programa de 2014 deveria ser suspenso e pediam uma avaliação do programa em vigor até 2015, reformulando-o de acordo com essa avaliação. Relativamente ao programa de Matemática e metas curriculares para o Ensino Básico, a APM considera que estas são "inapropriadas" e de "impossível cumprimento" em muitos aspetos, apontando a extensão e inadequação dos conteúdos às faixas etárias como algumas das preocupações.

As orientações enviadas esta quarta-feira para as escolas têm conta estas indicações, tendo sido fruto do trabalho de articulação entre a APM, Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e professores de Matemática dos ensinos básicos e secundário. Segundo considera o gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues, esta flexibilização da gestão dos programas "é um primeiro passo" para a flexibilização dos currículos, que será desenhada "após aprovação do perfil de aprendizagem dos alunos no final dos 12 anos de escolaridade", que está neste momento a ser preparado pelo secretário de Estado da Educação, João Costa.