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Horta Osório lamenta dano reputacional que causou ao Lloyds

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PAULO ALEXANDRINO

Em comunicado enviado aos trabalhadores do Lloyds, Antonio Horta Osório admite que as notícias sobre a sua vida privada tiveram efeitos negativos sobre o banco que lidera. E lamenta-o.

Luís M. Faria

Jornalista

“Lamento profundamente ser a causa de tanta publicidade adversa e do dano que foi feito à reputação do grupo”. É nestes termos que o presidente do Lloyds Bank, o português António Horta Osório, pede desculpa aos trabalhadores do banco, depois de notícias sobre a sua vida privada alegarem que o banco tinha pago despesas pessoais do gestor.

A frase consta de uma nota enviada esta quarta-feira aos 75 mil funcionários do banco, em que Horta Osório, 52 anos garante que pagou do seu bolso as despesas da viagem em questão. Essa informação já tinha sido tornada pública pelo próprio banco, depois de o escândalo ter rebentado nos jornais tablóides ingleses, a partir de uma notícia do "The Sun".

Segundo o “Wall Street Journal”, Horta Osório tem “enfatizado a importância de simplificar e de eliminar o mau comportamento na banca”. Agora, Horta Osório realça que a sua vida privada só a si diz respeito mas reconhece o efeito negativo das notícias, declarando-se empenhado em continuar a manter os seus elevados padrões profissionais.

Ao longo de cinco anos à frente do Lloyds, Horta Osório conseguiu transformar um banco que se encontrava numa situação muito problemática, devolvendo grande parte do dinheiro que o Estado injetou na intervenção pública realizada.

Leia o comunicado de António Horta Osório na íntegra e no original, em inglês:

"Having returned to work I wanted to use the opportunity to address the recent media coverage of my private life.

As you may have read, my expenses were reviewed in light of speculation by certain newspapers and the Group has confirmed that they are fully compliant. As you'd expect, I pay for my personal expenses whilst away and only reclaim what is a business expense.

My personal life is obviously a private matter as it is for anyone else. But I deeply regret being the cause of so much adverse publicity and the damage that has been done to the Group's reputation. It has detracted from the great work which you do for our customers on a daily basis and from the major accomplishments of the past five years.

This includes the Government shareholding having reduced from over 40% to around 9% with over £16 billion plus dividends having been returned to taxpayers.

More broadly I have been a strong advocate of expecting the highest professional standards from everyone at the bank, and that includes me.

I will continue to strive to meet those standards. Having the highest professional standards raises the bar against which we are judged and as I have always said we must recognise that mistakes will be made. I don't expect anyone to get everything right all the time.

The important point being how we learn from those mistakes and the decisions and actions we take afterward."