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Câmara de Ovar quer levar mais longe o pão de ló como marca do concelho

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Tiago Miranda

A Indicação Geográfica Protegida atribuída por Bruxelas ao doce vareiro “vem assim dar lugar a um trabalho complexo e muito desafiante com vista a consolidar os resultados muito positivos registados nas vendas”, diz o presidente da autarquia

O presidente da Câmara Municipal de Ovar afirma que a atribuição da Indicação Geográfica Protegida ao pão de ló local dá início a um processo "muito desafiante" no sentido de reforçar a já crescente tendência de vendas desse produto.

"Fico muito satisfeito por ver obtido este reconhecimento depois de um longo processo iniciado por outros protagonistas e quero, por isso, prestar a minha homenagem a todos os que estiveram envolvidos nesse trabalho", diz Salvador Malheiro à agência Lusa.

A Indicação Geográfica Protegida, formalizada esta quarta-feira no "Jornal Oficial da União Europeia". "vem assim dar lugar a um trabalho complexo e muito desafiante com vista a consolidar os resultados muito positivos registados nas vendas de pão de ló, já que a tendência de há uns anos a esta parte tem sido para um crescimento regular".

Nesse trabalho de promoção, o autarca anuncia que "a Câmara de Ovar estará na linha da frente, para, com a ajuda de todos os interessados, afirmar ainda mais aquela que já é uma das maiores marcas do concelho".

O pão de ló de Ovar é o 17.º produto português a poder usar o selo de Indicação Geográfica Protegida. Em "Diário da República", o doce já fora definido como "um produto de pastelaria confecionado à base de ovos" e que, envolvendo sobretudo gemas, açúcar e farinha, se coze dentro de uma forma de barro revestida a papel branco. Exibe depois "o formato de uma 'broa' de massa leve, cremosa, fofa e de cor amarela", sob cuja côdea "fina, acastanhada e levemente húmida" se esconde um interior mais suave e um fundo cremoso e doce, designado "pito".