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Adonis, a árvore mais velha da Europa

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Batizada com este nome em homenagem ao deus grego da beleza e do desejo, este exemplar raro de Pinheiro-da-Bósnia localizado no norte da Grécia contabiliza pelo menos 1075 anos

No alto dos seus 1075 anos, a árvore mais antiga da Europa foi encontrada por um grupo de investigadores da Suécia, Alemanha e Estados Unidos. Árvore densamente ramificada e com um crescimento lento, a árvore encontrada pelos investigadores no norte da Grécia, na cordilheira dos Montes Pindo, é um raro exemplar de Pinheiro-da-Bósnia (Pinus heldreichii).

Numa homenagem à sua idade e ao local onde foi encontrada, a árvore foi batizada com o nome Adonis, deus grego da beleza e do desejo.

Além de terem descoberto (recorrendo à dendrocronologia, método científico que permitiu identificar o início da sua vida no ano de 941, através dos padrões dos anéis do seu tronco) que Adonis será a árvore mais antiga do continente europeu, os investigadores ficaram surpreendidos ao constatar que esta mantém ainda a sua constituição original.

Enquanto algumas árvores têm a capacidade de se reproduzir assexuadamente - ou seja, produzir clones que já não constituem a planta original -, podendo viver durante ainda mais anos (a árvore clonada mais antiga da Europa viverá na Suécia há cerca de dez mil anos), poucas conseguem a proeza desta: viver durante mais de mil anos com a sua constituição original. Embora tenha a capacidade de se autoclonar, Adonis nunca a utilizou.

“É impressionante que este organismo enorme, complexo e impressionante tenha sobrevivido tanto tempo num ambiente inóspito, uma terra que foi civilizada durante mais de três mil anos”, declara Paul J. Krusic, que lidera da expedição que encontrou a árvore (Universidades de Estocolmo, Mainz e Arizona).

“Estou impressionado com toda a história humana que rodeia esta árvore; todos os impérios, o bizantino, o otomano, bem como todas as pessoas que viveram nesta região. Tantas coisas que poderiam ter levado a seu fim”, acrescenta. “Felizmente, esta floresta tem permanecido intocável durante milhares de anos.”