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d.r.

Sensor cardíaco, GPS, ecrã AMOLED curvo e 4 GB de armazenamento – as características da Gear Fit 2 convencem no papel, mas como se comportou esta pulseira desportiva na prática?

O mercado dos wearables vai valer mais de 30 mil milhões de euros em 2020 (números da CCS Insight). A Samsung foi dos primeiros fabricantes a entrar no segmento que é hoje liderado pela FitBit (tem 24,5%, segundo a IDC). Este Gear Fit 2 vem, exatamente, para combater as pulseiras desportivas da Fitbit que tanto sucesso têm granjeado a esse fabricante norte-americano.

A nova pulseira desportiva da Samsung tem um ecrã AMOLED retangular e curvado. Uma verdadeira janela colorida que nos dá acesso à monitorização permanente dos passos que damos e da atividade cardíaca. Mas faz mais. Também está preparada para nos dizer a distância que percorremos, para mostrar notificações do telefone e de apps, até para nos dar música.

Comecemos pelo ecrã. Dentro de portas funciona muito bem. Boas cores, brilho e contraste. O problema foi quando fomos correr numa manhã solarenga. O Gear Fit 2 permitiu-nos colocar o brilho no máximo (é o Modo Exterior), no entanto, esse modo só dura 5 minutos. Findo esse tempo, o brilho volta ao nível 7. Baixo para vermos seja o que for debaixo da luz direta do Sol. Fomos obrigados a voltar ativar o modo de brilho máximo, o que foi contraproducente. No dia seguinte, no ginásio, voltámos a usar a Gear Fit na passadeira. Agora, com total visibilidade do que era mostrado.

O GPS incluído dá-nos a liberdade de não ter de levar o telefone no exercício físico. No entanto, não esteja à espera de saber que caminho percorreu. O GPS serve, unicamente, para medir a distância percorrida. Ponto. O que já é muito simpático tendo em conta a dimensão da Gear Fit 2 e o facto de muitos concorrentes não incluírem esta funcionalidade.

Ligação direta ao smartphone

A Gear Fit 2 tem 4 GB de armazenamento. Na verdade, só estão disponíveis 3,5 GB. O que dá para centenas de músicas que são passadas do telefone para a pulseira. Pode aceder-lhes facilmente e reproduzi-las nos seus auscultadores Bluetooth. Durante a nossa corrida, não deparámos com quaisquer problemas. Basta, na Fit 2, selecionar qual a fonte da música (o telefone ou a pulseira) e depois emparelhar os auscultadores. Durante o exercício, a monitorização do batimento cardíaco foi bem efetuada, mas atingimos um resultado de 250 bpm no ponto máximo, o que nos pareceu exagerado.

Onde esta pulseira marca muitos pontos é na interação que cria com o smartphone. Todas as notificações são recebidas (incluindo as de apps como a WhatsApp) e é, até, possível responder daqui diretamente. Ainda não existem muitas apps suportadas pelo dispositivo, mas os fãs da personalização vão gostar de saber que é possível mudar o aspeto desta pulseira que só funciona com dispositivos Android e que pode apanhar chuva (pode submergi-la até 3 metros). Em termos de autonomia, conseguimos quase três dias. Neles, efetuámos duas corridas no exterior, com GPS, e uma no interior. Não nos pareceu um mau resultado. O sistema de carregamento é uma docking que tem de ter sempre por perto.

Em conclusão, a Gear Fit 2 é uma evolução muito positiva em relação à versão anterior, mas continuamos a considerar que um relógio desportivo dos mais recentes – o TomTom Runner 2 Cardio, por exemplo – é uma compra mais acertada.

CARACTERÍSTICAS

Processador: 2 núcleos, 1 GHz Exynos 3250
Ecrã: AMOLED, 1,5", 216x432, 322 ppi
Armazenamento: 4 GB
Memória: 512 MB
Sistema Operativo: Tizen
Conectividade: BT, MicroUSB
Peso: 30 g