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Ainda ninguém pediu ao MNE para intervir no caso da agressão de Ponte de Sor

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Suspeitos de agressão a jovem português, que está em coma induzido, são filhos do embaixador iraquiano em Lisboa

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) "ainda não foi solicitado" para desenvolver "qualquer diligência no âmbito das suas competências", revelou esta sexta-feira de tarde o gabinete de comunicação de Augusto Santos Silva.

Em causa estão as agressões de que foi alvo Rúben Cavaco em Ponte de Sor, na última quarta-feira de madrugada. O jovem de 15 anos encontra-se nos cuidados intensivos no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e já foi alvo de uma intervenção cirúrgica à cabeça e ao rosto. Está em coma induzido.

Os alegados agressores são dois irmãos gémeos de 17 anos, que por serem filhos do embaixador iraquiano em Lisboa, têm imunidade diplomática. Os menores foram detidos poucas horas depois do episódio de violência que se iniciou num bar da cidade alentejana. Mas depois de mostrarem o passaporte diplomático, acabaram por ser libertados.

No mesmo comunicado, o MNE esclarece que se for solicitado "pelas autoridades judiciárias competentes", e "logo que o seja", desenvolverá "as diligências que se revelarem necessárias e adequadas", no âmbito do Direito Internacional, "para favorecer a administração da justiça num caso de tamanha gravidade e com consequências tão extremas e condenáveis”.

O Expresso enviou perguntas à Polícia Judiciária, que investiga o caso, no sentido de perceber se haverá algum pedido para um eventual levantamento da imunidade diplomática dos dois menores iraquianos. Até ao momento, porém, não houve qualquer resposta.

O caso está a despertar grande controvérsia nas redes sociais e entre a opinião pública.