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Metade das urgências da região de Lisboa e Vale do Tejo são falsas

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Paulo Vaz Henriques

Urgências estão a subir: nos primeiros seis meses deste ano registaram-se mais 134 mil idas ao hospital em relação ao período homólogo do ano passado

Helena Bento

Jornalista

Metade das urgências da região de Lisboa e Vale do Tejo, registadas do primeiro semestre deste ano, foram falsas. A notícia é avançada na edição desta quinta-feira do "Diário de Notícias".

Segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), citados pelo "DN", as pulseiras verdes, azuis e brancas, consideradas não urgentes, atingiram os 46,6%, o valor mais alto das cinco regiões do país.

Mas a situação não ocorre só em Lisboa. Os mesmos dados revelam que, em 22 hospitais do país, este tipo de urgências aumentou em comparação com o mesmo período do ano passado.

Dos 13 hospitais da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, cinco subiram o número de não-urgentes. Entre eles, estão o Centro Hospital Lisboa Norte (50%), Loures (54%) e o Garcia de Orta (48%). Os dados da ACSS revelam ainda que, apesar de terem sido registados decréscimos significativos, continuam a existir hospitais onde “este se mantém um sério problema”, como o hospital Amadora-Sintra (54%), refere o matutino.

Embora as restantes ARS apresentem melhores valores globais, não estão isentas de problemas. No norte, estão três das unidades que fazem parte da lista do top oito das pulseiras verdes, azuis e brancas: o Centro hospitalar Póvoa de Varzim, o Hospital Santa Maria Maior, em Barcelos, e o Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães. No Alentejo, destaca-se a Unidade Local de Saúde no Norte Alentejano, erm Portalegre.