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Margarida, que “lutou para lá das forças que tinha e não tinha”

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Margarida Sousa Uva com o marido e os três filhos em 2005

Nuno Botelho

Margarida Sousa Uva, mulher de Durão Barroso, morreu esta quinta-feira, aos 60 anos. As reações na redes sociais multiplicam-se

Era afável, inteligente, bonita, atenciosa. Foi boa aluna, tinha tudo para fazer carreira universitária, mas abdicou para acompanhar o marido, José Manuel Durão Barroso, nos muitos cargos públicos ... e agora privados por ele andou.

Na década de 1980, trabalhou no “Semanário” como secretária do atual PR no conselho de administração (CA) do jornal. Recorde-se que Marcelo Rebelo de Sousa foi fundador e presidente do CA daquele órgão de informação entre 1983 e 1987 .

A escritora e ex-jornalista Manuela Gonzaga – que foi a escolha do PAN para as últimas presidenciais – conheceu-a nessa época e recorda-a desta forma no facebook.

João Gonçalves, que também foi jornalista do “Semanário” , recorda-se dela “ grávida, muito bonita, muito afável e muito conversadora, entre o primeiro andar - o da redacção - e o segundo, o da administração”.

Em 2002, quando o marido era primeiro-ministro, Margarida conheceu Filomena Teixeira, mãe de Rui Pedro, a criança que despareceu em 1998, em Lousada. Tocada pelo sofrimento de Filomena, passou a colaborar com a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, da qual era vice-presidente. Na sua página do Facebook, a APCD diz que “nada vai ser igual sem Ela”, porque a “a Margarida, como todos lhe chamávamos será sempre lembrada pelo pelo seu bom humor, coração, humildade e Amor às crianças”.

Na sua página pessoal, a amiga e presidente da instituição onde Margarida trabalhou, despede-se dela com saudade.

Maria Margarida Pinto Ribeiro de Sousa Uva nasceu em Lisboa a 25 de novembro de 1955. O corpo vai ser velado na Basílica da Estrela e o funeral é amanhã, sexta-feira.