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Quinze incêndios ativos, Arouca continua o mais preocupante

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No combate ao incêndio em Arouca, considerado o mais preocupante, estão mais de 700 operacionais, com recurso a 200 veículos e sete meios aéreos.

RAFAEL MARCHANTE/REUTERS

Aviões Beriev russos que chegaram este sábado a Portugal vão ser usados, “provavelmente”, em São Pedro do Sul

Quinze incêndios ativos, em Portugal, cinco deles a merecer maior preocupação, e o de Arouca, que chegou a São Pedro do Sul, continua a ser o que mais preocupa a Autoridade Nacional de Proteção Civil, disse este sábado o comandante operacional nacional.

Em declarações aos jornalistas, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o comandante operacional nacional, José Manuel Moura, adiantou que existem atualmente, ao nível dos incêndios florestais, 247 ocorrências, que envolvem 4700 operacionais, mais de 1200 meios técnicos, existindo 71 missões com meios aéreos.

Destas centenas de ocorrências, José Manuel Moura adiantou que 15 estão ativas e, entre estas, há cinco a merecer uma maior preocupação, nos distritos de Aveiro, Viana do Castelo, Vila Real e Santarém.

José Manuel Moura revelou também que chegaram este sábado a Portugal os dois aviões Beriev russos, acrescentando que vão ser usados a partir de domingo, provavelmente em São Pedro do Sul.

“O que merece preocupação maior, pelo envolvimento de operacionais, é ainda a ocorrência de Arouca, que, apesar de já ter estado dominado no final do dia de ontem [sexta-feira], teve uma reativação e uma orientação para São Pedro do Sul", adiantou. Um dos bombeiros sapadores que esteve este sábado a combater o fogo foi transportado para o Hospital de Viseu com ferimentos graves.

De acordo com o responsável, no combate a este incêndio estão mais de 700 operacionais, com recurso a 200 veículos e sete meios aéreos, seis dos quais aviões tipo Canadair. “É um combate que se está a revelar muito difícil e é a ocorrência neste momento a merecer a maior preocupação”, revelou.

Além do incêndio em Arouca, as outras ocorrências que neste momento mais preocupam a Proteção Civil são as de Albergaria e Sever do Vouga, no distrito de Aveiro; Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, Alijó, distrito de Vila Real, e Salvaterra de Magos, em Santarém.

“Mantemos ativos 31 grupos de reforço balanceados do centro e sul do território nacional, a norte do Mondego, 32 pelotões militares e seis máquinas de rasto militares, temos o empenhamento da cooperação internacional, com dois Canadair de Marrocos, um de Itália, dois espanhóis, além dos três da Proteção Civil”, adiantou o responsável.

Questionado sobre para onde serão enviados os dois aviões russos que chegaram hoje, o comandante operacional nacional disse que será para a ocorrência que merecer maior preocupação, mas ressalvou que essa avaliação será feita durante a noite e que a decisão será tomada durante a madrugada. “A julgar pelo estado que temos a esta hora, tudo indicará que seja para São Pedro do Sul”, apontou.

Relativamente ao cenário expectável para os próximos dias, o responsável disse que se mantém o risco de incêndio, e que não há nenhum desagravamento até segunda-feira, dia 15, mantendo-se o estado de alerta especial ao nível laranja.

Quanto aos planos de emergência, José Manuel Moura disse que o plano distrital de Viana do Castelo já não está ativo, mantendo-se o do distrito de Aveiro e alguns municipais, como Águeda ou Arcos de Valdevez.

Questionado sobre os aviões C130 da Força Aérea e sobre se seriam vantajosos no combate aos incêndios, o comandante operacional nacional escusou-se a fazer qualquer comentário, dizendo apenas que essa tipologia não faz parte do dispositivo.