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População da Madeira reúne bens de primeira necessidade para deslocados

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HOMEM DE GOUVEIA/ Lusa

Segundo, o Governo da Madeira informou que o movimento solidário permitiu suprimir as necessidades alimentares e de artigos básicos das pessoas afetadas pelos incêndios que tiveram de ser acolhidas no quartel do Funchal

O Governo da Madeira informou esta quarta-feira que a solidariedade da população da região permitiu suprimir as necessidades alimentares e de artigos básicos das pessoas afetadas pelos incêndios que tiveram de ser acolhidas no quartel do Funchal.

Em comunicado, a secretaria regional da Inclusão e Assuntos Sociais anunciou que "tal facto deve-se à resposta pronta e espírito de solidariedade da população da região autónoma" que foi ajudar as centenas de pessoas que tiveram de ser retiradas das suas residências, hotéis e unidades de saúde.

Segundo o Governo regional, das cerca de 950 pessoas que tiveram de ser retiradas, 600 estão alojadas no Regime de Guarnição n.º 3, (RG3), no Funchal, outras 300 foram colocadas no estádio dos Barreiros e 50 no centro cívico de São Martinho.

Na sequência dos incêndios de grandes proporções que fustigam várias zonas do Funchal e outros concelhos da Madeira, foram criados vários apoios para ajudar as vítimas, como o caso da Junta de Freguesia de Machico, que promoveu uma campanha de recolha de bens alimentares e roupas lançada esta manhã, com a finalidade de entregar os bens recolhidos no quartel.

O Departamento Nacional de Proteção Civil e Segurança do Corpo Nacional de Escutas (CNE) foi outra entidade que mobilizou cerca de 200 voluntários no apoio às populações atingidas pelos incêndios que têm assolado todo o país, nomeadamente, na região da Madeira, prestando o apoio na angariação e fornecimento de alimentação e no transporte e informação das pessoas.

Uma iniciativa promovida pela Associação de Solidariedade Social para o Desenvolvimento e Apoio a Crianças e Jovens (Criamar), Corpo Nacional de Escutas e Liga Portuguesa Contra o Cancro, com o apoio do Casino da Madeira, a decorrer a partir de hoje até domingo, pretende apoiar as vítimas dos diversos incêndios através de um levantamento, que será efetuado, de pessoas ou entidades que desejem contribuir com bens ou serviços na fase de reconstrução das habitações destruídas.

"Todos os bens e informações recolhidos serão entregues, a partir do próximo dia 15, à Secretaria Regional da Inclusão e Assuntos Sociais para posterior distribuição", segundo uma nota da Criamar divulgada na região.

Também devido aos incêndios, a empresa de transportes públicos Horários do Funchal (HF) informou hoje que algumas carreiras foram canceladas e outras encontram-se condicionadas no serviço urbano, até porque existe uma menor afluência de utentes.

Esta situação deve-se também a um menor número de utentes por o Governo Regional ter dispensado os seus funcionários que trabalham no centro da cidade durante o dia de hoje para evitar um grande afluxo de população e facilitar a circulação das entidades envolvidas no combate aos fogos.

A HF indica no comunicado que estão canceladas as carreiras 07, 20, 21, 22, 29, 47, 93 e 94 e condicionadas as carreiras 19, 26 e 29, do serviço urbano.

"Condicionadas são aquelas que, por exemplo, foram sujeitas a alterações de itinerário, da paragem de início e/ou término e cujo horário está sujeito a mais alterações", esclarece a empresa na nota informativa.

O serviço interurbano, nomeadamente a rede de Santana, está a realizar o itinerário normal até São Roque do Faial/Achada, seguindo o percurso pela via rápida até ao Funchal.

A rede da Camacha está a realizar a variante da Camacha, Cancela, Estrada Conde Carvalhal e Funchal.

As alterações nos transportes devem-se ao fecho de estradas por causa dos incêndios que deflagraram pelas 15h30 de segunda-feira no Funchal e que continuam a propagar-se em alguns pontos da ilha, tendo chegado à cidade na noite de terça-feira e afetado o centro histórico de São Pedro.

Os incêndios já provocaram três vítimas mortais, cerca de mil desalojados, entre residentes e turistas. Muitas casas e um hotel [Choupana Hills] foram consumidos pelas chamas e os prejuízos materiais são avultados, embora ainda por contabilizar.