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Noite de inferno faz três mortos no Funchal

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GREGÓRIO CUNHA / Lusa

Três pessoas morreram na última noite e madrugada no Funchal, na sequência dos incêndios que deflagraram no concelho. As mortes ocorreram na zona da Pena, na freguesia de Santa Luzia, na travessa Silvestre Quintino de Freitas, com moradores de duas das residências atingidas pelo fogo que desceu a zonas urbanas da capital madeirense

Os incêndios que há 48 horas atingem diversas zonas da Madeira provocaram esta noite três mortos, dois feridos graves cerca de mil desalojados e evacuações de dois hospitais, lares de idosos e alguns hotéis, além de avultados danos materiais.

As mortes ocorreram na zona da Pena, na freguesia de Santa Luzia, na travessa Silvestre Quintino de Freitas, sendo moradores de duas das residências atingidas pelo fogo, refere uma fonte do Governo Regional. Na terça-feira, o Executivo já tinha adiantado a morte de uma idosa que estava acamada numa das habitações afetadas.

A mesma fonte adianta que uma pessoa está dada como desaparecida.

Esta manhã, os incêndios continuam ativos na ilha e pelas 8h as situações mais adversas viviam-se nas zonas de São Gonçalo e na Choupana. O balanço da noite aponta para cerca de mil pessoas retiradas de casas e hotéis para vários locais do concelho do Funchal, segundo declarações prestadas pelo presidente da autarquia esta madrugada.

"Temos cerca de mil deslocados de casas e hotéis, são residentes e turistas. Cerca de 600 estão no Regimento de Guarnição n.º 3 (Exército), 300 estão no estádio dos Barreiros e 50 no centro cívico de São Martinho", afirmou à agência Lusa Paulo Cafôfo pelas 3h, quando se encontrava neste último local e já depois de ter passado pelas instalações do Exército.

Assinalando ser "impossível" fazer, neste momento, a contabilidade do número de edifícios que arderam, porque a preocupação está centrada na "intervenção rápida e eficaz" no combate ao incêndio, Paulo Cafôfo confirmou, contudo, que o emblemático hotel Choupana Hills ardeu. O autarca adiantou que as pessoas estão a ser acompanhadas com apoio psicológico e por voluntários e, "embora desgostosas com o que se está a passar, estão tranquilas".

O presidente do maior município da Região Autónoma da Madeira acrescentou àquela hora existirem duas situações a gerar "maior preocupação", o incêndio no núcleo histórico de São Pedro e um reacendimento nas Babosas, no Monte.

No primeiro caso, Paulo Cafôfo esclareceu que "se se mantiverem as condições meteorológicas, serão necessárias mais duas ou três horas de trabalho", acreditando que "o pior já passou, mas ainda há o combate ao fogo em alguns edifícios, a que se segue a fase de rescaldo".

Na zona das Babosas, que "já tinha tido problemas, está com reacendimento e estão a ser deslocados meios para o local".

As chamas deflagraram nas zonas altas do Funchal, em São Roque, pelas 15h30 de segunda-feira e, na terça-feira à noite, o fogo desceu à baixa do Funchal, havendo ainda incêndios a lavrar noutros concelhos da ilha.

Os incêndios já provocaram um morto, centenas de desalojados, dois feridos graves e evacuações de dois hospitais, lares de idosos e alguns hotéis. Há avultados danos materiais.

As elevadas temperaturas e o vento forte têm estado a dificultar as operações de combate às chamas.

[Notícia atualizada com o número de mortos às 8h38]