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A fuga dos hotéis, 32 horas no chão, a longa aventura da jornalista da BBC: o incêndio na Madeira vivido pelos turistas

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Nos últimos dois dias, o Twitter encheu-se de relatos, fotos e vídeos de turistas que passavam (passam) férias na Madeira quando a ilha começou a arder. Só por si, os tweets permitem reconstruir a fuga da violoncelista londrina Julia Morneweg e do francês Jan Palka do hotel Choupana Hills, que acabou por arder; as 32 horas passadas no chão do aeroporto por várias famílias da Grã-Bretanha, por terem sido cancelados os voos de regresso, como o da escocesa Jackie Galbraith; os dias de Aja, que mais do que fotografias turísticas registou a evolução do caos nos sítios mais conhecidos da ilha sempre de boca tapada por um lenço; ou a longa aventura da jornalista da BBC3 Sophie Sulehria, que partiu do aeroporto de Gatwick, em Londres, dia 8, voltou a casa passadas 12 horas por não ter conseguido aterrar, viajou novamente ontem, aterrou no Funchal, não conseguiu chegar ao hotel que tinha reservado, teve de abandonar o táxi e a bagagem na estrada porque o fogo aproximava-se, alojou-se com a família numa pensão que encontrou e hoje chegou à Villa, que não ardeu. Só a piscina está fechada, coberta de cinza