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Incêndio no Funchal destrói várias casas e fere dois bombeiros

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HOMEM DE GOUVEIA/ Lusa

Dois bombeiros de Câmara de Lobos que estão a combater o incêndio no Funchal ficaram feridos na sequência do despiste do autotanque que estava estacionado no Largo da Fonte, no Monte, onde neste momento está uma das mais preocupantes frentes de fogo na Madeira. A situação continua complicada no Funchal, onde dezenas de casas foram atingidas pelas chamas

Marta Caires

Jornalista

A última noite foi a mais quente de há registo na Madeira, o que terá favorecido o avanço das chamas. O Governo Regional, através de Miguel Albuquerque, avança com um fundo de 180 mil euros para a reconstrução das dezenas de casas destruídas pelo fogo. As chamas continuam a rondar as habitações no Monte e entraram já pelo Parque Ecológico. Há seis estradas encerradas, a Universidade da Madeira fechou e o Jardim Botânico também. Entretanto, de Lisboa chegou já a solidariedade de António Costa e a possibilidade de envio de meios humanos para ajudar no rescaldo dos incêndios.

As chamas consumiram um restaurante no Canhas, na Ponta do Sol, e continuam a lavrar numa área de casas no Monte, tendo atingido já o Parque Ecológico do Funchal. O novo balanço provisório aos estragos apontam para dezenas de casas destruídas e o Governo promete um fundo de 180 mil euros para a reconstrução. De Lisboa, António Costa mostrou-se solidário com o Funchal e há a possibilidade de enviar meios humanos para a fase de rescaldo. Fase que ainda está longe pelos menos enquanto se mantiver o vento e as temperaturas altas. As previsões indicam que a temperatura só deverá descer na manhã de quarta-feira. Até lá haverá calor e vento, muito vento.

A última noite foi a mais quente de que há registo na Madeira. Durante a noite, a temperatura rondou os 32 graus. A última vez que a temperatura à noite esteve assim foi em 1976, mas em valores mais baixos, de 27 graus. A temperatura terá ajudado ao inferno que se viveu nas zonas altas do Funchal, onde o fogo continua ativo e segundo a informação de Paulo Cafofo, presidente da Câmara, à uma da tarde pelo menos duas frentes inspiravam preocupação. No Monte e no Parque Ecológico.

A Universidade da Madeira está fechada, o jardim botânico e várias estradas também. Um talude da via rápida ameaçava ruína, o que obrigou a encerrar um troço. Há um apelo para que os doentes com consulta para não ir para ao hospital. Todos os meios humanos estão neste momento centrados no socorro às vítimas dos incêndios, a maioria intoxicada por inalação de fumo. A nuvem continua a ser densa.

De referir que os doentes do Hospital dos Marmeleiros foram evacuados e que todos o médicos e enfermeiros foram chamados ao serviço. No terreno, estão todas as corporações de bombeiros, a Cruz Vermelha e a Segurança Social, além dos militares, onde estão 200 pessoas evacuados das casas, para onde foram só com a roupa que tinham no corpo, o telemóvel e os animais de estimação. Dado curioso, vários veterinários do Funchal já se disponibilizaram para atender de forma voluntária todos os animais que tenham sido atingidos pelo fumo ou queimados.