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Mais de 200 bombeiros combatem fogo em Arouca que ameaça casas isoladas

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Paulo Cunha / Lusa

Incêndio com várias frentes ativas nas freguesias de Vila, Felgueira e Rossas, concelho de Arouca, teve início no sábado e mobilizava esta manhã 243 operacionais, com o auxílio de 79 veículos

Mais de duzentos bombeiros combatiam às 6h30 o incêndio na freguesia de Roças, concelho de Arouca, distrito de Aveiro, encontrando-se ainda algumas casas isoladas em risco, adiantou à Lusa o adjunto de operações Carlos Guerra.

"Durante a noite, este incêndio obrigou os bombeiros a defender muitas habitações dispersas pela região. Este foi um dos problemas que encontrámos, pois tivemos de andar 'a saltar' de habitação em habitação, sendo que algumas delas sofreram danos severos", adiantou à agência Lusa Carlos Guerra, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

De acordo com o adjunto de operações, este incêndio, que tem várias frentes ativas, nas freguesias de Vila, Felgueira e Rossas, concelho de Arouca, e teve início no sábado às 19h06, mobilizava esta manhã 243 operacionais, com o auxílio de 79 veículos.

"Arouca está a merecer-nos alguma preocupação. Estamos perante condições meteorológicas adversas no local. Calor, ventos com alguma intensidade e combustíveis finos com elevado grau de secura e que permitem propagação rápida do incêndio", disse.

A acrescer a este cenário, salientou Carlos Guerra, "os bombeiros tiveram de defender muitas habitações que estavam dispersas pela serra no caminho do incêndio".

"Algumas não serão primeira habitação, mas sim cómodos agrícolas, habitações de segunda linha que arderam ou sofreram danos graves. Felizmente não há feridos a registar. Tivemos apenas algumas intoxicações, mas nada de preocupante", explicou.

Segundo o adjunto de operações da ANPC, este fogo, que teve início no sábado, tem muitas frentes ativas. "Este incêndio partiu-se e juntou-se com outro que deflagrou em Vale de Cambra. Os dois fazem agora um só incêndio. No fim de semana chegou a ter seis frentes ativas", disse.

Carlos Guerra adiantou que no terreno estão agora a ser feitas avaliações atmosféricas para enviar dois aviões pesados para o local.

"A ANPC decidiu também prolongar o estado de alerta nível laranja para hoje devido às condições extremamente adversas", disse. Esta determinação significa que o dispositivo vê aumentados os seus efetivos e a sua disponibilidade e consequentemente a sua capacidade de resposta para fazer face a todas as ocorrências.

Além deste incêndio, o responsável destacou também um incêndio que deflagrou esta madrugada às 4h09 em Préstimo e Macieira de Alcova, concelho de Águeda, distrito de Aveiro, que mobiliza 76 operacionais e 26 meios terrestres.

"Este incêndio está a preocupar os bombeiros. Nasceu já hoje e com uma violência tremenda que está a obrigar a reforçar com meios vindos dos distritos de Viseu e Coimbra", disse.

Carlos Guerra destacou também incêndios nos distritos de Viana do Castelo, na freguesia de Covas, Vila Nova de Cerdeira, com 75 operacionais, com o auxílio de 26 meios terrestres.

Àa 7h30, a ANPC destacava ainda na sua página na Internet fogos em Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, com 67 bombeiros e 21 meios, em Trancoso na Guarda, que está a ser combatido por 109 operacionais, com o auxílio de 35 meios, e em Barcelos, distrito de Braga, com 160 operacionais e 51 meios.

Carlos Guerra disse ainda que o incêndio que lavrava há vários dias no Parque Nacional da Peneda-Gerês foi esta segunda-feira dominado e está em fase de resolução.

"Este incêndio está dominado, mas às 4h ainda tinha 50 operacionais no terreno em operações de vigilância e rescaldo", conclui.