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Judiciária deteve suspeito de atear fogo nas zonas altas do Funchal

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Marta Caires

Quatro desalojados e três frentes de incêndio activas na Madeira no último balanço do Governo Regional. Entretanto, um homem de 24 anos foi detido pela PJ por suspeita de ter ateado o fogo nas serras do Funchal

Marta Caires

Jornalista

Uma família de quatro pessoas, residente na zona alta de Santo António, no Funchal ficou sem casa, que foi destruída pela frente de fogo na zonas altas da capital madeirense. O saldo, depois de uma tarde de alvoroço, inclui ainda 68 pessoas retiradas de casa e atendidas nos centros de acolhimento temporários, a maioria idosos e crianças, quase todos afetados pela densa mancha de fumo que se espalhou pela parte alta da cidade.

O incêndio, que atingiu duas freguesias, terá deflagrado antes das quatro da tarde no Caminho da Cova, em São Roque, e as primeiras investigações da Polícia Judiciária permitiram determinar o local de ignição do incêndio. Um homem de 24 anos, com antecedentes por fogo posto, foi entretanto detido, sendo suspeito de ter ateado o fogo. As chamas destruíram duas casas, um armazém de pneus e dois tanques de combustível explodiram.

O fogo rondou sempre as casas e passou das cotas mais altas para zonas mais baixas. A intensidade do vento, a pouca humidade do ar – rara na Madeira – e as temperaturas nos 37 graus terão ajudado à expansão das chamas. A proximidade das áreas florestais e o facto de muitas casas estarem cercas de jardins, hortas e terrenos abandonados cheios de mato não facilitaram o trabalho dos bombeiros. Só no Funchal estão de prevenção sete corporações, mas segundo o Governo Regional todas as corporações estão no terreno e de prevenção.

Além da frente activa no Funchal, existiam mais duas outras frentes activas nos Canhas e no Campanário.

(Atualizada à 01h17)