Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Morreu o “papa” da cirurgia estética

  • 333

Ivo Pitanguy ficou conhecido por ser o cirurgião estético de muitos famosos, brasileiros e de outras nacionalidades, mas também pela vertente social do seu trabalho, operando ao longo da carreira pessoas sem recursos

Nuno Fox

O cirurgião plástico brasileiro Ivo Pitanguy, considerado um "papa" da cirurgia estética, morreu este sábado, aos 90 anos, no Rio de Janeiro, anunciou a sua assessoria de imprensa. Pitanguy teve uma paragem cardíaca quando estava em casa, segundo a mesma fonte.

O cirurgião foi uma das personalidades brasileiras que, em cadeira de rodas, transportou a tocha olímpica na sexta-feira à sua passagem pelo bairro Botafogo, onde tinha uma das suas clínicas, poucas horas antes da inauguração oficial dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Ivo Pitanguy ficou conhecido por ser o cirurgião estético de muitos famosos, brasileiros e de outras nacionalidades, mas também pela vertente social do seu trabalho, operando ao longo da carreira pessoas sem recursos através, por exemplo, de programas de cirurgia estética reparadora na rede de saúde pública do Brasil, que abrangeu, sobretudo, vítimas de queimaduras.

Dedicou-se ainda ao ensino da cirurgia plástica a jovens médicos e à escrita, tendo quase 900 títulos publicados sobre medicina, mas também de literatura, o que lhe valeu, em 1990, um lugar na Academia Brasileira de Letras.

Nascido em Belo Horizonte, filho de um médico, formou-se no Brasil, nos EUA e na Europa e foi aluno do francês Marc Iselin, considerado o pai da cirurgia reconstrutiva de mãos devido ao seu trabalho com vítimas da segunda guerra mundial. No regresso ao Brasil, Pitanguy foi pioneiro nesta especialidade na América Latina.

Em 1989, o Papa João Paulo II concedeu-lhe o Prémio Cultura da Paz. O cirurgião foi também distinguido com o Prémio de Divulgação Internacional de Investigação Médica das Nações Unidas.