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2ª fase dos exames do secundário: a surpresa da Biologia e o declínio da História

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Resultados da 2ª fase dos exames nacionais foram afixados esta sexta-feira. Número de candidatos ao ensino superior está neste momento ao nível de 2015

Já são conhecidos os resultados da 2ª fase dos exames nacionais do secundário de 2016: realizaram-se mais provas nesta etapa do que no ano passado, houve médias que pioraram, outras que melhoraram. E aqui os destaques têm de ir para a Biologia e Geologia, pela positiva, e para História, do lado negativo.

Começando pelas boas notícias, refira-se que os quase 14 mil estudantes que fizeram a prova de Biologia na 2ª fase, porque reprovaram na 1ª ou porque quiseram melhorar a classificação anterior, tiveram uma média de 11 valores. Ora não só este valor é superior ao registado na 1ª fase (contrariando a regra e de forma pouco expectável já que há muitos repetentes na 2ª fase), como não para de subir. A média foi de 8,3 em 2014 e de 10,5 em 2015.

Já a Física e Química, outras das provas requeridas em muitos cursos na área das Ciências, a média caiu, nesta 2ª fase, de 9,8 valores para 8,9.

Do lado das surpresas negativas, o destaque vai para a disciplina de História. Já na 1ª fase o resultado no exame tinha sido dos mais baixos: o único entre os 14 mais concorridos a ter uma média abaixo dos 10 valores.

Agora, a prova de História A volta a cair em relação a 2015: de 9,6 para 9 valores. Consequentemente, a taxa de reprovação à disciplina (os exames contam 30% para a classificação final) aumentou para uns volumosos 28%.

Matemática A foi o exame que contou com mais estudantes nesta 2ª fase - quase metade dos que fizeram na 1ª fase repetiram o teste - e a média também subiu, comparando com igual etapa do ano passado: ficou a uma décima dos 10 valores.

Ainda assim, praticamente um em cada quatro continuam a reprovar na cadeira.

A Português as médias também melhoraram, passando de 9,7 para 10,4.

As candidaturas à 1ª fase do concurso nacional de acesso ainda decorrem (quem repetiu provas na 2ª fase só se pode candidatar depois) e terminam a 10 de agosto.

Para já, os números da Direção-Geral do Ensino Superior indiciam que o número de candidatos ao concurso nacional de acesso se manterá em níveis semelhantes. Até ontem, quinta-feira, já se tinham inscrito 40.383, contra os 40.407 registados ao 15º dia do concurso de 2015.