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Facebook vai limitar alcance das 'notícias para o clique'

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reuters

A empresa começou por identificar que existem duas categorias dentro dos artigos 'para o clique': as que tendem a despertar curiosidade ao leitor (“saiba aqui” ou “não vai acreditar em”) e os títulos que dão a entender algo e que depois não é bem assim

“Nem imagina o que aconteceu” ou “Saiba aqui quem fez”. Títulos como estes são recorrentes no Facebook, pretendendo despertar a atenção do leitor e incentivar o clique na noticia (também conhecido como o clickbait). Esta quinta-feira, a rede social alterou o seu algoritmo de forma a prejudicar as páginas que partilham artigos com este género de títulos.

“Não estamos a tentar que os títulos sejam todos iguais ou desinteressantes. Estamos a tentar responder ao feedback que temos tido por parte de quem usa o Facebook todos os dias, de quem não gostam de ver os títulos que induzem em erro”, justificou Adam Mosseri, vice-presidente da News Feed, citado pelo “The Verge”.

Segundo o responsável, o Facebook, após a análise de “dezenas de milhares” de publicações, identificou dois tipos de 'artigos para o clique': os que “retêm informação” e os que “exageram ou iludem”.

Com as mudanças, se o Facebook identificar uma notícia como clickbait irá limitar o alcance dessa publicação. “Um gestor de página que faça diariamente 50 publicações, em que 48 são clickbait, verá uma queda significativa no tráfego”, explicou Mosseri. “A ideia é tentar criar incentivos para publicar títulos mais criativos que as pessoas queiram realmente ler”, acrescentou, citado pelo jornal norte-americano “The Wall Street Journal”.