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Sociedade

Sindicato diz que insegurança vai aumentar com condutores de autocarros mais velhos

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Tiago Miranda

O aumento para 67 anos, da idade máxima para a condução de autocarros, consta num decreto-lei publicado na sexta-feira

O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (Sitra) alegou esta segunda-feira que o aumento da idade máxima para a condução de autocarros, de 65 para 67 anos, atenta contra a segurança dos passageiros.

Em comunicado, o Sitra refere que o alargamento da idade máxima dos condutores de veículos pesados de passageiros “põe claramente em risco a segurança dos passageiros”, sustentando que, “a partir dos 65 anos, as capacidades psicomotoras dos profissionais diminuem sistemática e substancialmente”.

A alteração consta num decreto-lei publicado na sexta-feira, que condiciona o aumento, dos 65 para os 67 anos, da idade máxima para a condução de veículos pesados de passageiros e mercadorias à aptidão física, mental e psicológica do condutor.

Na nota de imprensa, o sindicato, afeto à UGT, considera “inadmissível que o Governo tenha avançado de forma unilateral para a revisão de uma matéria tão importante e estruturante da vida profissional e pessoal dos motoristas, sem ter aberto um processo negocial com vista a integrar e a salvaguardar os interesses dos trabalhadores e dos utentes”.

À Lusa, o secretário-geral do Sitra, Sérgio Monte, apontou que a profissão de motorista tem “um desgaste rápido”, pelo que, no limite, a idade máxima de condução deveria ser mantida nos 65 anos.

No comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes defende, ainda, que o decreto-lei, que altera o Código da Estrada, “deixa sérias dúvidas sobre qual a proteção social a que os motoristas, que aos 65 anos forem considerados inaptos para desempenhar as suas funções, têm direito”.