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Provas de aferição: alunos do 8º ano revelaram muitas dificuldades a Matemática e Português

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Dados divulgados pelo Ministério da Educação não permitem saber quantos alunos chumbariam se a prova contasse para nota. Mas é possível perceber as áreas em que os estudantes do 2º, 5º e 8º anos têm mais dificuldades. E são muitas

As provas de aferição não contam para a nota mas têm como grande objetivo perceber quais as áreas que os alunos dominam ou não, para ver o que é preciso fazer diferente. E o diagnóstico não é animador, sobretudo entre os estudantes do 8º ano, que se estrearam nestes testes e que revelaram muitas dificuldades tanto a Português como a Matemática.

Os resultados divulgados esta segunda-feira pelo Ministério da Educação estão desagregados por áreas dentro de cada uma das disciplinas em avaliação. No caso da Matemática, os dados revelam, por exemplo, que só 8,7% dos alunos conseguiram responder corretamente às perguntas de Geometria e Medida. Mais de 60% não conseguiram e quase um terço revelaram dificuldade.

A informação prestada pelo Ministério divide-se sempre em quatro categorias de desempenho: "conseguiram", "revelaram dificuldade", "não conseguiram" e "não responderam".

Álgebra é outro dos domínios da Matemática que não está a ser bem apreendido pelos alunos do 8º ano. Só 16% conseguiram acertar nas questões desta área.

A Português, o panorama é apenas ligeiramente melhor. Compreensão oral e escrita são os dois domínios que apresentam resuldos bem positivos (percentagens de acerto entre os 70% e 78%). No entanto, as perguntas de leitura e gramática causaram muitos problemas: 77% e 82%, respetivamente, "não conseguiram" ou "revelaram dificuldade".

Problemas a Matemática repetem-se no 5º ano

O cenário é igualmente preocupante no 5º ano, sobretudo a Matemática. Para os quatro domínios testados (números e operações, geometria, álgebra e organização e tratamento de dados), a percentagem de alunos que conseguiram responder corretamente foi, no máximo, de 21,4%. Números e Operações foi a que apresentou piores resultados, com apenas 12% de acerto.

A Português, os desempenhos foram melhores. Apenas a gramática os resultados são claramente negativos.

Estudo do Meio atrapalha crianças do 2º ano

Uma das novidades das provas de aferição deste ano - além do facto de terem passado a realizar-se a meio do ciclo de estudos e não nos anos terminais como acontecia com os exames nacionais - traduziu-se no facto de, pela primeira vez em avaliações nacionais, se terem testado outras 'disciplinas' além do Português e da Matemática.

Aconteceu no 2º ano com Estudo do Meio. Em três dos cinco domínios em análise, as percentagens de "conseguiram" ficaram-se pelos 20% a 25%.

Já a Português e a Matemática, as percentagens de acerto foram muito mais elevadas.

Além destes dados nacionais, as escolas já têm na sua posse os relatórios individuais para cada um dos alunos que prestaram provas. Este ano, excecionalmente, coube às direções dos estabelecimentos de ensino decidir se avançavam ou não para o modelo de avaliação do ministro Tiago Brandão Rodrigues (que substituiu os exames nacionais no 4º e 6º anos) e 57% responderam positivamente.

Além de uma ficha por aluno, o Ministério enviou para as escolas os resultados agragados por turma e por estabelecimento de ensino, que permitirá ver como se comparam entre si.