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Jovens voluntários vão recuperar casas de famílias carenciadas

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A iniciativa vai decorrer em Óbidos durante o mês de agosto, no âmbito de uma parceria entre o município e a associação Just a Change

Cinquenta jovens voluntários de todo o país vão, durante dez dias, recuperar casas degradadas de famílias carenciadas do concelho de Óbidos, no âmbito de uma parceria entre o município e a associação Just a Change.

A parceria partiu de um convite da Câmara de Óbidos à associação e serão reabilitadas quatro casas degradadas “sinalizadas pelos serviços de ação social e escolhidas para serem intervencionadas com base numa priorização dos serviços técnicos”, explicou à agência Lusa o presidente do município, Humberto Marques.

Na prática, trata-se de “um programa intensivo de reabilitação, com a duração de 10 dias”, que vai decorrer entre 15 e 25 de agosto, movimentando “cerca de 50 jovens oriundos de vários pontos do país”, afirmou.

Os jovens estarão em Óbidos pela mão da Just a Change, uma associação sem fins lucrativos que reabilita casas de pessoas carenciadas, “tendo como principal objetivo a luta contra a pobreza habitacional em Portugal, mobilizando todos os recursos necessários à execução de obras, nomeadamente através da mobilização de jovens voluntários”, refere a autarquia na sua página na internet.

A Câmara de Óbidos vai, segundo o autarca, assegurar “um investimento de 10 mil euros nos materiais necessários à reabilitação” das habitações, localizadas nas localidades do Vau, A-dos-Negros, Sobral da Lagoa e A-da-Gorda.

A autarquia assegurará ainda as despesas de alojamento e alimentação dos voluntários, num montante ainda não definido, já que, segundo Humberto Marques, “estão a ser negociadas parcerias com instituições do concelho no sentido de encontrar soluções que permitam minimizar os custos”, à volta de 10 a 15 euros/dia por voluntário.

A parceria entre a autarquia e a associação “pretende ativar toda a comunidade envolvente”, sublinhou o autarca.

A iniciativa conta também com a colaboração das Juntas de Freguesia e instituições particulares de solidariedade social da área de residência e dos próprios beneficiários.

“Vamos avaliar como decorre esta primeira experiência e se, como prevemos, os resultados foram positivos, pretendemos repetir nos anos seguinte e eventualmente alargar a outros parceiros”, afirmou Humberto Marques.

A experiência vem complementar iniciativas que têm sido desenvolvidas no âmbito do programa Re-Habitar, através do qual o município tem contribuído para "a resolução de situações onde se verifique ausência de condições de habitabilidade em residências permanentes de agregados familiares residentes no concelho, com comprovada carência económica", divulgou a câmara em comunicado.

A participação da associação engloba-se no seu programa “Portugal Rural”, que visa levar a reabilitação às vilas e aldeias mais isoladas de Portugal e promover dinâmicas de interação entre os voluntários e os ocupantes das casas.