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“Não houve falhas na segurança” do aeroporto de Lisboa

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reuters

A ministra da Administração Interna declarou este domingo que a invasão de uma pista no aeroporto de Lisboa não foi uma tentativa de terrorismo, mas “uma tentativa desesperada de entrar na União Europeia”, confirmando aquilo que o Expresso já tinha noticiado. E garante não ter existido qualquer falha na segurança aeroportuária

A ministra da Administração Interna disse esta tarde que o episódio da noite de sábado, no qual quatro homens de nacionalidade argelina invadiram uma pista do aeroporto de Lisboa, não foi uma tentativa de realização de um ato terrorista. A invasão da pista levou ao encerramento do aeroporto durante 34 minutos.

“Confirmo que não foi uma tentativa de terrorismo. Estes homens iam num voo com destino a Cabo Verde, mas aproveitaram uma escala em Lisboa para tentar fugir para a plataforma”, declarou este domingo Constança Urbano de Sousa aos jornalistas, confirmado aquilo que o Expresso já noticiara. “Tratou-se de uma tentativa desesperada de entrar na União Europeia.”

A ministra justifica assim que “não existe qualquer indício que obrigue a aumentar o nível de alerta terrorista em Portugal.”

Embora tenha sido aberto um inquérito para investigar a brecha de segurança no aeroporto Humberto Delgado, Constança Urbano de Sousa garante que não existiu qualquer falha na segurança do aeroporto de Lisboa. “As pessoas foram imediatamente detidas, todo o protocolo de segurança funcionou imediatamente e não existiram falhas de segurança”, disse. “Saio descansada deste processo e estou tranquila.”

Os quatro argelinos, barrados pela Polícia de Segurança Pública (PSP) poucos minutos depois de terem invadido a pista, serão ouvidos por um juiz esta segunda-feira, para que sejam aplicadas as medidas de coação relativas ao crime de atentado à segurança aeroportuária. Os argelinos terão forçado a porta de serviço que dava acesso à placa, segundo noticiou o Expresso este sábado, tendo sido detidos poucos minutos depois. Um deles ficou com ferimentos ligeiros e teve que receber assistência hospitalar.

O Expresso soube ainda este domingo que dois dos argelinos detidos são reincidentes na tentativa de entrar em território europeu como imigrantes ilegais, numa tentativa de chegar a França. Portugal seria apenas a porta de entrada no espaço Schengen.

A ministra recordou ainda que o quinto elemento, cuja existência foi este domingo divulgada pelo Expresso, foi esta tarde extraditado para o país de origem, um procedimento previsto nas tentativas de imigração ilegal. O homem terá desistido da fuga, tendo sido intercetado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no controlo de fronteiras.

A investigação deste caso está a ser coordenada pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

Notícia atualizada às 20h10