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Depois de Nick Johnson, o primeiro a concluir o Pokémon GO, a loucura alastra

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Concentração em Madrid, esta quinta-feira

© Sergio Perez / Reuters

Três mil pessoas reuniram-se no centro de Madrid para superar mais um recorde mundial. Antes, um norte-americano tornou-se o primeiro jogador a capturar todos os pokémon

Há uma semana, uma imagem de Madrid mostrava uma escadaria repleta de gente. A luz dourada nos rostos era de fim de tarde e a hora correspondia à do pôr de sol. Ninguém olhava em frente, para a linha do horizonte. Mas para baixo, na direção dos telemóveis. Esta quinta-feira, o jornal “El País” confirmou o vício, ao constatar que 21 dias depois do lançamento mundial do jogo da Nintendo, Madrid transformou-se, ao fim de mais um dia quente, na “capital mundial de Pokémon Go”.

O diário espanhol diz que se concentraram três mil pessoas na Puerta del Sol (mais mil do que em Sidney) e menos duas mil do que as que teriam sido confirmadas através de um evento criado no Facebook para ultrapassar o recorde internacional. Mas tanta afluência, e os subsequentes problemas que tal gerou na aplicação, não poderia ajudar os utilizadores a superar o feito alcançado pelo nova-iorquino de 28 anos Nick Jonhson, que 17 dias depois do início do jogo capturou todos os pokémon.

Numa entrevista à “Bussiness Insider”, Nick Jonhson explicou que perdeu quatro quilos e meio a caminhar cerca de oito horas por dia, dispensou muitas horas de sono, gastou bastante dinheiro e fez 110 quilómetros em Uber entre Brooklyn e Nova Jersey para depois de vários círculos pela cidade encontrar e agarrar o último pokémon (apesar de ter um trabalho do qual sai todos os dias 18h30 e uma namorada, que também já se viciou no Pokémon GO).

Entretanto, a China resolveu impedir o lançamento do jogo no país e em alternativa avançou com uma outra aplicação semelhante - mas na qual os jogadores não precisam de sair de casa.