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José Veiga em liberdade mas ainda tem de pagar caução

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Lusa

Empresário, que estava em prisão domiciliária, vai ter de se apresentar diariamente às autoridades. Tem 30 dias para pagar caução elevada

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Na última sexta-feira, José Veiga ficou a saber pelo juiz Carlos Alexandre do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) que podia ficar em liberdade, depois de passar três meses preso preventivamente e dois em casa, com segurança da PSP à porta, no âmbito da Operação Rota do Atlântico.

Uma fonte do processo garante ao Expresso que o principal arguido deste processo tem agora trinta dias para pagar a caução de 1,2 milhões de euros. "José Veiga está com dificuldades em obter o dinheiro para pagar a caução já que a Justiça suíça bloqueou as suas contas bancárias e ainda está indecisa ao que fazer com o assunto". O juiz de instrução terá sido sensível ao argumento apresentado pelo empresário e permitiu que este ficasse em liberdade, com a condição de se apresentar diariamente às autoridades até realizar o pagamento da quantia. Já deixou inclusive de ter um agente da PSP à porta de casa.

Caso não consiga pagar a caução no prazo de um mês, José Veiga não será necessariamente detido novamente. A mesma fonte defende que "o juiz determinará uma outra medida" que pode ser até mais leve do que a atual.

O ex-agente Fifa e diretor desportivo do Benfica foi detido em fevereiro deste ano e, ao contrário do arguido Paulo Santana Lopes, ficou em prisão preventiva numa cadeia. Em maio, a medida de coação de José Veiga foi revista, ficando em prisão domiciliária. O Tribunal da Relação de Lisboa acolheu o argumento da defesa e entendeu que não havia razão para ser alvo de um tratamento discriminatório em relação ao outro arguido, Paulo Santana Lopes, que pagou um milhão de euros para ficar livre.

José Veiga e Santana Lopes são suspeitos de fraude fiscal e corrupção no comércio internacional no âmbito de vários investimentos que tinham na República do Congo. Segundo um comunicado da PGR, existem suspeitas da prática dos crimes de tráfico de influência e de participação económica em negócio na compra e venda de ações de uma instituição financeira estrangeira, ações, essas, detidas por instituição de crédito nacional”.