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Oficiais das Forças Armadas recusam equiparar idade das pensões à dos polícias

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Associação dos Oficiais das Forças Armadas considera que as regras existentes já “penalizam e muito” as pensões dos militares, recusando o aumento da idade da reforma

O presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA), António Mota, "rejeitou esta sexta-feira, por completo", a intenção do Governo em equiparar a idade das pensões militares à dos polícias.

O "Diário de Notícias" adianta na sua edição desta sexta-feira que o Governo está a preparar um conjunto de alterações profundas ao regime de reformas dos militares e dos polícias, entre as quais o aumento da idade da reforma para mais um ano e dois meses (igual à dos polícias).

Em declarações à agência Lusa, António Mota confirmou que já tinha ouvido falar da intenção do Governo, mas salientou não lhe ter chegado qualquer informação oficial sobre o assunto.

"Já tínhamos ouvido falar desta intenção, inclusivamente já tínhamos um documento que andava a correr e que nos chegou, mas não demos eco ao documento por não sabermos se era forjado. Oficialmente, não nos chegou nada", frisou.

Contudo, sublinhou o mesmo responsável, a "ser verdade a informação do jornal, a AOFA naturalmente que rejeita a medida governamental".

"Fazendo fé no que está escrito no jornal, a AOFA rejeita por completo, aliás, nem sequer é motivo de discussão", salientou, acrescentando que a associação já considera que as "regras existentes penalizam e muito" as reformas dos militares.

"Nós fizemos uma série de propostas para tentar reverter ou atenuar o que já tinha sido aprovado anteriormente e, agora, somos completamente surpreendidos com esta intenção do Governo de não anular, de não reverter, mas ainda de agravar o que está em vigor já hoje", disse o presidente da AOFA.

António Mota lembrou que a AOFA já falou com todos os partidos, chefias militares, com a Casa Militar da Presidência da República no sentido de os sensibilizar para a pretensão de reverter aquilo que existe.

"Recordo que os militares perderam o complemento de pensão, os cálculos das reformas dos militares, para os mais jovens, foram feitos à imagem do que é feito para a restante função pública e nós não aceitamos isso. Quem é diferente tem de ser tratado de maneira diferente", declarou.

António Mota disse ainda à Lusa que vai aguardar que chegue à associação informação oficial sobre este assunto.