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Fatura com manuais escolares chega aos €258 no 7º ano

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Associação de Editores e Livreiros fez aos contas aos livros necessários em cada ano de ensino. É no 1º ciclo que o cabaz é mais baixo. No secundário aproxima-se dos 200. Este ano os preços não aumentam

Costumam ser as famílias ou os inquéritos ao consumo a divulgar os valores da fatura anual com os manuais escolares, mas desta vez foi a própria Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) que fez questão de apresentar as contas, para uma "correta informação da opinião pública". E o que dizem os preços de venda? Que é no 7º ano que as famílias mais têm de gastar, chegando as despesas apenas com livros aos 258 euros.

O valor é tão elevado uma vez que, entre 12 manuais obrigatórios, quatro são válidos para dois anos (7º e 8º) ou mesmo para os três que compõem o 3º ciclo do ensino básico. Já no 8º ano e no 9º, a fatura baixa para cerca de 155 euros.

Recorde-se que na convenção assinada este ano entre os editores e o Governo ficou acordado o congelamento de preços para 2016. Em 2017, um aumento será limitado ao da inflação.

No ensino secundário, os gastos de uma família com um filho num curso de Ciências e Tecnologias quase chegam aos 200 euros no 11º. No 12º, a despesa baixa e os quatro manuais necessários ficam, em média, por 147 euros.

É no 1º ciclo que os valores são mais baixos (cabaz médio de 35 euros) e, no caso particular dos pais com filhos que vão iniciar a escola, apenas poderão ter de pagar os cadernos de atividades. Pela primeira vez a nível nacional, o Ministério da Educação vai oferecer os livros a quem está no 1º ano.

Livros emprestados, cadernos pagos

A oferta reveste a forma de empréstimo, já que no final do ano os pais terão de devolver os manuais.

A opção gerou muitas críticas por parte da APEL, que fala na destruição a médio prazo de parte do sector livreiro - à medida que o Governo alargar a outros anos o sistema de empréstimo - e num modelo que acaba por prejudicar quem mais precisa. É que se atualmente os alunos carenciados (apoiados pela ação social escolar) recebem as verbas necessárias à compra dos livros, que ficam na sua posse, agora passa-se para um sistema de devolução. E quem pode é que continuará a comprar e a ficar com eles.

Além disso, sustentam os editores na nota emitida esta quinta-feira, a medida "não inclui os cadernos de atividades". Na nota enviada às escolas, o Ministério lembra ainda que "pais e encarregados de educação têm de assinar uma declaração que os obriga a devolver os livros no final do ano letivo em bom estado, sob pena de terem de os pagar na íntegra", cita a APEL.