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Há mais vagas e mais cursos superiores no concurso deste ano

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Lucília Monteiro

Osteopatia, Gastronomia e Gestão Marinha e Costeira são algumas das novidades. Ao todo, há 50.688 lugares em 1060 licenciaturas e mestrados integrados nas universidades e politécnicos públicos. A 1ª fase do concurso nacional de acesso começa esta quinta-feira

Os milhares de jovens que se preparam para concorrer este ano ao ensino superior já sabem com que números podem contar. A lista dos cursos e respectivas vagas em aberto no concurso nacional de acesso podem ser consultadas aqui e no site da Direção-Geral do Acesso ao Ensino Superior. E, ao contrário do que aconteceu nos últimos quatro anos, revelam um aumento de lugares face a 2015: são mais 133 lugares, num total de 50.688, distribuídos por 1060 licenciaturas e mestrados integrados. No ano passado, a oferta em termos de formações era também ligeiramente menor: 1048 cursos.

Entre os 44 que vão abrir lugares pela primeira vez, a variedade é grande, mas é possível destacar a primeira formação de nível superior em Osteopatia, cursos ligados ao mar (Tecnologias do Ambiente e do Mar, Gestão Marinha e Costeira ou Tecnologia Eletrotécnica Marítima), ao Ambiente (Ecologia e Ambiente, Biodiversidade e Conservação da Natureza ou Natureza e Património) e ainda novidades como uma licenciatura em Gastronomia.

Por áreas, a distribuição mantém-se com os cursos de Engenharia e Técnicas Afins (mais de 9 mil vagas), Ciências Empresariais e Saúde a reunirem o maior número de lugares.

Olhando para os cursos individualmente, os recordistas também continuam os mesmos. Na lista dos 10 que vão receber mais caloiros estão quatro de Medicina, três de Enfermagem, dois de Direito e um de Contabilidade e Administração. A licenciatura em Direito na Clássica apresenta uma redução inédita nos últimos anos e que nem sequer é motivada por falta procura, já que costuma ver todas as vagas ocupadas. Mas decidiu abrir menos 20 para o próximo ano letivo, num total ainda assim sem paralelo de 480.

Emprego e procura

Noutras áreas com problemas notórios de emprego dos recém-diplomados praticamente não há ajustamentos na oferta este ano. É o caso dos cursos de Formação de Professores do Ensino Básico (1.º e 2.º ciclos), com uma redução de apenas 5 vagas (abrem 796). Ou de Informação e Jornalismo, que disponibiliza praticamente o mesmo numero de lugares – 878 – comparando com 2015.

Caso oposto é o que se passa com as licenciaturas em Informática. Apesar da baixa taxa de desemprego ente diplomados (3,9% de inscritos nos centros de emprego contra uma média nacional de 8,1% para todo o ensino superior público) não se verifica um aumento da oferta –total de 864 vagas.

Há casos em que a falta de interesse dos estudantes levou mesmo ao desaparecimento do curso (Redes Sociais no Politécnico de Santarém estreou-se em 2015 e não teve nenhum candidato na 1ª fase do concurso do ano passado) ou à redução de lugares. E há apenas um novo: Engenharia Informática, Redes e Telecomunicações no Politécnico de Lisboa.

Medicina mantém vagas

Quanto aos muitos procurados cursos de Medicina, não há alterações no número de vagas, apesar do apelo da Ordem dos Médicos para uma redução. São 1441, a que se juntam 76 nos ciclos básicos (preparatórios) das universidades da Madeira e dos Açores. Foi o mestrado integrado de Medicina na Universidade do Porto que exigiu no ano passado a nota mínima de entrada mais alta (186,7 valores). Não é possível prever se as médias vão baixar ou subir, mas nos exames deste ano as notas no exame de Matemática (um dos que funcionam como prova de ingresso) caíram ligeiramente.

Por instituição, a Universidade de Lisboa é a que pode receber mais novos alunos (tem capacidade para mais 7651). Segue-se a do Porto, com mais de 4100 e Coimbra, com perto de 3200. Os números são idênticos aos dos últimos anos.

As candidaturas, exclusivamente online, decorrem até 10 de Agosto e os resultados divulgados 12 de setembro. Em 2015 candidataram-se 54.450 alunos.