Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Mãe que se atirou com o filho ao Cávado detida para interrogatório

  • 333

Rui Duarte Silva

Após ter permanecido quase um mês numa instituição para mulheres com perturbações, em Nogueiró, a mulher de 37 anos está a ser interrogada pelo juiz de instrução criminal do Tribunal de Guimarães

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

A mulher de 37 anos que no passado dia 17 de junho se atirou com o filho ao colo da ponte de Santa Eugénia, em Barcelos, foi detida esta quinta-feira de manhã e conduzida ao Tribunal de Guimarães para ser interrogada pela primeira vez após o crime. A Polícia Judiciária de Braga confirmou ao Expresso a detenção de Susana Pereira, institucionalizada na Casa de Saúde do Bom Jesus após ter recebido alta da unidade de psiquiatria do Hospital de Braga.

Esta é a primeira vez que Susana Pereira está a ser ouvida desde o fatídico dia em que foi resgatada por um pescador pouco depois de se ter precipitado da ponte com o filho mais velho, de seis anos, que desapareceu no Cávado e cujo corpo só viria a ser encontrado pelos mergulhadores dos Bombeiros de Barcelos no dia seguinte.

A mãe, que deixou um filho de dois anos, já teria tentado suicidar-se uma semana antes, tendo deixado aos familiares um bilhete de despedida, no qual alegava que não se encontrava bem e que levava consigo Carlinhos, o filho que lhe era mais chegado. Ainda de acordo com familiares, o casal estaria a passar por uma fase conturbada e Susana estaria a atravessar uma depressão severa.

A mulher está indicada por homicídio qualificado, cabendo agora ao juiz decidir se irá permanecer institucionalizada na instituição em Nogueiró, em prisão domiciliária ou preventiva.

  • Como é que isto voltou a acontecer?

    Quatro meses depois do caso em Caxias, quando uma mãe entrou no mar com duas crianças (ambas morreram), voltou a acontecer: uma mãe de 37 anos atirou-se ao rio em Barcelos com o filho de seis ao colo. Mas o crime desta sexta-feira tem contornos muito diferentes do caso de Caxias. “É um mistério que as autoridades vão ter de investigar”, diz a polícia ao Expresso