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Guarda prisional foi detido por crimes informáticos e corrupção

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Em comunicado, a PJ esclarece que o guarda prisional da cadeira de Pinheiro da Cruz detido esta terça-feira “colaborava e facilitava a atividade de um recluso“, que com um smartphone “se dedicava à prática de crimes de burla informática e acesso ilegítimo”

A Polícia Judiciária anunciou esta quarta-feira que a detenção na véspera de um guarda prisional da cadeia de Pinheiro da Cruz, em Grândola, se deveu a crimes de burla informática, acesso ilegítimo e corrupção, estando também envolvido no caso um recluso em cumprimento de pena.

Na terça-feira, fonte da Direção-geral da Reinserção e Serviços Prisionais DGRSP) confirmou a detemção pela PJ, sem adiantar os motivos. Em comunicado divulgado, a PJ adianta que o guarda prisional detido, de 42 anos, "colaborava e facilitava a atividade de um recluso, que do interior do estabelecimento prisional se dedicava à prática de crimes de burla informática e acesso ilegítimo, utilizando para o efeito um smartphone com capacidade de processamento", refere a PJ.

A Judiciária sublinha na mesma nota que os factos tinham por base "uma forte componente de 'engenharia social', levando as vítimas a concederem privilégios de acesso a sistemas informáticos comprometedores e que se consubstanciavam em prejuízos económicos imediatos".

Segundo a PJ, os elementos até agora disponíveis permitem atribuir aos autores a responsabilidade por danos de cerca de 30.000 euros, tendo sido ainda apreendidos meios informáticos que suportavam os crimes cometidos.

A Polícia Judiciária continua com as investigações para apurar a extensão da atividade delituosa.

O guarda prisional foi presente a um interrogatório judicial para efeitos de aplicação das medidas de coação adequadas.