Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

CDU acusa Rui Moreira de atraso de quatro anos na recuperação do Bolhão

  • 333

Antevisão do novo Bolhão, entrada da rua Formosa

D.R.

Coligação diz que nenhum órgão autárquico analisou ou aprovou o projeto de reabilitação

Depois de segunda-feira a Câmara do Porto ter divulgado prazos e os próximos passos do processo de recuperação do Bolhão, a CDU toma posição pública para alertar para o atraso de quatro anos na recuperação do mercado e assegurar que a comunicação do executivo presidido por Rui Moreira surge “sem que nenhum órgão autárquico municipal (Câmara e assembleia) tenha analisado e aprovado o projeto de reabilitação a implementar no Bolhão”.

A CDU, embora reconheça que a autarquia tem vindo a a divulgar informação sobre o processo, sublinha que “a ausência de órgãos autárquicos eleitos neste processo constitui um motivo adicional de preocupação” quanto ao cumprimento dos compromissos assumidos. Entre eles estão, lembra a coligação do PCP e Verdes, a manutenção das características de um “mercado de frescos tradicional e público”, não obstante Rui Moreira ter previsto no seu programa proceder à recuperação do mercado com recurso a capitais privados.

A previsão de conclusão das obras de reabilitação e requalificação apenas em meados de 2019 implica, para a CDU, “um atraso de quatro anos em relação aos prazos assumidos por Rui Moreira e pelo PS, que prometeram aos portuenses um Bolhão recuperado até final de 2015”.

Todas estas questões serão levadas à próxima reunião da Câmara Municipal do Porto, durante a qual os eleitos da CDU quererão obter mais respostas. Querem, por exemplo, saber qual será, no mercado reabilitado, o número de bancas disponíveis para os atuais comerciantes; se está prevista a possibilidade de regresso de ex-comerciantes que “foram sendo forçados a sair e admitem voltar”; que condições poderão vir a ser exigidas aos comerciantes que queiram trabalhar no futuro mercado; quais as características e tipo de ocupação prevista para as lojas exteriores; quais os termos de inclusão de outras atividades para lá do comércio tradicional; e que horários de funcionamento estão previstos para a área de frescos.

Para a CDU não existem “motivos económico-financeiros que justifiquem tanto tempo perdido” na reabilitação do mercado, até porque da conclusão das obras decorreriam “enormes vantagens para a cidade do Porto”.