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Sociedade

CDU acusa Rui Moreira de atraso de quatro anos na recuperação do Bolhão

Antevisão do novo Bolhão, entrada da rua Formosa

D.R.

Coligação diz que nenhum órgão autárquico analisou ou aprovou o projeto de reabilitação

Depois de segunda-feira a Câmara do Porto ter divulgado prazos e os próximos passos do processo de recuperação do Bolhão, a CDU toma posição pública para alertar para o atraso de quatro anos na recuperação do mercado e assegurar que a comunicação do executivo presidido por Rui Moreira surge “sem que nenhum órgão autárquico municipal (Câmara e assembleia) tenha analisado e aprovado o projeto de reabilitação a implementar no Bolhão”.

A CDU, embora reconheça que a autarquia tem vindo a a divulgar informação sobre o processo, sublinha que “a ausência de órgãos autárquicos eleitos neste processo constitui um motivo adicional de preocupação” quanto ao cumprimento dos compromissos assumidos. Entre eles estão, lembra a coligação do PCP e Verdes, a manutenção das características de um “mercado de frescos tradicional e público”, não obstante Rui Moreira ter previsto no seu programa proceder à recuperação do mercado com recurso a capitais privados.

A previsão de conclusão das obras de reabilitação e requalificação apenas em meados de 2019 implica, para a CDU, “um atraso de quatro anos em relação aos prazos assumidos por Rui Moreira e pelo PS, que prometeram aos portuenses um Bolhão recuperado até final de 2015”.

Todas estas questões serão levadas à próxima reunião da Câmara Municipal do Porto, durante a qual os eleitos da CDU quererão obter mais respostas. Querem, por exemplo, saber qual será, no mercado reabilitado, o número de bancas disponíveis para os atuais comerciantes; se está prevista a possibilidade de regresso de ex-comerciantes que “foram sendo forçados a sair e admitem voltar”; que condições poderão vir a ser exigidas aos comerciantes que queiram trabalhar no futuro mercado; quais as características e tipo de ocupação prevista para as lojas exteriores; quais os termos de inclusão de outras atividades para lá do comércio tradicional; e que horários de funcionamento estão previstos para a área de frescos.

Para a CDU não existem “motivos económico-financeiros que justifiquem tanto tempo perdido” na reabilitação do mercado, até porque da conclusão das obras decorreriam “enormes vantagens para a cidade do Porto”.