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C-130 incendeia-se à descolagem no Montijo, 3 mortos

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Base Aérea do Montijo. Duas horas depois do acidente ainda decorriam as operações de socorro

Tiago Miranda

Um avião C-130 da Força Aérea incendiou-se quando se preparava para descolar, esta segunda-feira na Base Aérea do Montijo. Há três mortos e um ferido grave. O aparelho seguia para uma missão que treino

Carlos Abreu

Jornalista

Estava prestes a tirar as rodas do chão para mais uma missão de treino o avião Hércules C-130 que esta sexta-feira se incendiou na Base Aérea do Montijo, a casa da esquadra 501 “Bisontes” que opera o clássico avião cargueiro da Força Aérea Portuguesa, sabe o Expresso.

A descolagem foi abortada e o incêndio de grandes proporções provocou a morte a três militares, havendo ainda a registar um ferido grave, disse à Lusa fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Segundo a mesma fonte, o estado de outros três ocupantes da aeronave está a ser avaliado. A tripulação dos C-130 é constituída, habitualmente, por seis militares militares mas desta feita seguiam sete a bordo da aeronave.

De acordo com a página da Autoridade Nacional da Proteção Civil na internet, o alerta para o acidente foi dado às 12h20 e pelas 13h30 as operações mobilizavam 48 operacionais e 15 veículos.

A Esquadra 501 opera, desde 1977, seis aviões Hércules C-130, quadrimotores, turbo-hélice, de asa alta e trem retrátil.

Tal como explica o site desta esquadra, “o acesso ao compartimento de carga na fuselagem é feito pela parte traseira do avião, que se abre em rampa, facilitando, desta forma, não só as operações de carga e descarga, mas também o transporte de cargas volumosas (viaturas pesadas), o lançamento de carga em paraquedas ou por extração a baixa altitude e ainda, o lançamento de paraquedistas”.