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Acidente com C-130: Força Aérea abre inquérito, Marcelo e Azeredo apresentam condolências

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Base Aérea do Montijo. Duas horas depois do acidente ainda decorriam as operações de socorro

Tiago Miranda

Incêndio a bordo na fase de descolagem na Base do Montijo, durante uma missão de treino, provocou a morte de três dos sete ocupantes da aeronave

Carlos Abreu

Jornalista

A Força Aérea acaba de confirmar que do acidente com C-130H, esta segunda-feira, na Base Aérea do Montijo resultaram três vítimas mortais, um ferido grave e três feridos ligeiros, todos eles militares.

“A análise às causas do acidente irá seguir os procedimentos previstos, através de um inquérito conduzido pela Comissão Central de Investigação da Força Aérea”, informa ainda em comunicado.

Entretanto, numa breve nota publicada no site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sua qualidade de comandante supremo das Força Armadas apresentou as condolências aos familiares das vítimas.

“Tendo tomado conhecimento do trágico acidente ocorrido hoje com uma aeronave da Força Aérea Portuguesa, quero apresentar as minhas mais profundas condolências aos familiares dos militares que faleceram ao serviço de Portugal”, escreve o chefe de Estado, acrescentando: “Quero igualmente manifestar o meu pesar e solidariedade a todos aqueles que sentem com maior dor a perda abrupta dos seus camaradas e amigos, desejando também um célere restabelecimento dos militares feridos.”

O ministro da Defesa informou igualmente em comunicado, que esta segunda feira à tarde deslocou-se à “Base Aérea do Montijo para, em nome pessoal e em representação do Governo, manifestar o profundo pesar pelos acontecimentos que resultaram na morte trágica de três militares da Força Aérea e causaram ferimentos aos outros quatro militares que compunham a tripulação”.

“A dedicação, a entrega e o serviço ao País prestado pelos militares que hoje pereceram não podem ser esquecidos. O Governo manifesta aos familiares, amigos e camaradas das vítimas as suas mais profundas condolências”, escreve ainda Azeredo Lopes no comunicado enviado às redações.

Tal como o Expresso noticiou, o incêndio deflagrou quando a aeronave se preparava descolar, acabando por consumi-la quase por completo. Segundo a Força Aérea, “os feridos foram assistidos no local pelas entidades competentes para o efeito e posteriormente encaminhados para unidades hospitalares”.

Entre as dezenas de mensagens de pesar publicadas ao longo do dia no grupo fechado da esquadra 501, “Bisontes”, no Facebook, destaca-se, por exemplo, a de um militar que reza assim: “Há campeões que jogam todos os dias e sempre com muito mais a perder. Há campeões que sacrificam tudo, sem pedir nada em troca. Há campeões que permanecem anónimos, sem recepções apoteóticas, sem comendas, e abnegadamente aceitam esse porquê da sua existência, felizes com a consciência dessa ignorância pública. Esses campeões defendem a bandeira, o hino, anos a fio, cobrem a nação com um manto protetor tecido do seu sangue, suor e sacrifício. Nunca esqueçam esses campeões.”