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Televisão lidera, internet móvel explode

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d.r.

A televisão permanece “à larga” como o mais popular de todos os media, de acordo com os resultados publicados na mais recente edição do “Media Consumption Forecasts”, elaborado pela companhia de estudos de mercado Zenith

Luís Proença

Apesar de se verificar um declínio no consumo global, a televisão mantém a medalha de ouro em 2015, com um total médio de 177 minutos despendidos por dia, o que equivale a uma quota de 41% do tempo de consumo de media. A internet surge no segundo posto da contabilidade, com 110 minutos de utilização a cada 24 horas. As previsões da Zenith apontam para um decréscimo do consumo de televisão a médio prazo, com a fixação de uma quota de 38% em 2018, enquanto a internet deverá arrecadar uma fatia de 31%.

Ainda assim, é a internet móvel que tem o papel principal na revolução dos hábitos de consumo em curso. Este ano, o Media Consumption Forecasts aponta para um crescimento de 27,7%, neste segmento. Uma força que só por si contribui para um incremento do consumo geral de media em 1,4%. Na verdade, as conclusões da pesquisa antecipam uma queda de 3,4% de todos os outros, designadamente a internet através de “desktops”.

O relatório que se foca no tempo que as pessoas dedicam à leitura de jornais e revistas, a ver televisão, a ouvir rádio, às idas ao cinema, à utilização da internet e à publicidade estática de rua vem destacar o “boom” da mobilidade em parangonas. O consumo de internet através de dispositivos móveis dispara, à custa de todos os outros. Crescerá perto dos 28% em 2016, enquanto, e em contrapartida, o tempo dedicado à internet através dos computadores de secretária vem por aí abaixo, com uma redução prevista de 15,8%. Os media tradicionais também se afundam comparativamente, sem que nenhum atinja quedas de dois dígitos: o cinema perde 0,5%; a publicidade exterior cai 0,8%; a televisão baixa 1,5%; a rádio fica com menos 2,4%; os jornais menos 5,6% e as revistas decrescem 6,7% na atenção que lhes é dedicada. De salvaguardar que as conclusões do estudo são baseadas no tempo despendido com os media nas suas formas tradicionais, nomeadamente jornais e revistas impressos e emissões de televisão linear e de rádio hertziana. A Zenith refere, aliás, que boa parte do tempo dos consumidores com a internet tem por base conteúdos produzidos por operadores e editores tradicionais.

“A tecnologia móvel está a transformar a forma como as pessoas consomem media em todo o mundo e está aliás a fazer expandir esse consumo”, diz Jonathan Barnard, o responsável da Zenith pelo estudo, “o que vem trazer a oportunidade aos media tradicionais alcançar pessoas e lugares a que não tinham anteriormente acesso e permite aos consumidores encontrar novas formas de chegar aos conteúdos.” O relatório “Media Consumption Forecasts” vai na segunda edição anual e é elaborado a partir de um total de 71 países.