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“Se for chamado perante o juiz responderei com verdade”, diz Nuno Crato

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FOTO José Carlos Carvalho

O ex-ministro da Educação e João Casanova de Almeida, antigo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, foram apresentados como testemunhas pelos colégios privados no processo judicial que contesta os cortes nos contratos de associação

Nuno Crato foi apontado como testemunha dos colégios privados contra os cortes nos contratos de associação, no processo judicial desencadeado pela Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo, conta o “Diário de Notícias” esta sexta-feira.

Em declarações ao Expresso, Nuno Crato esclarece que o seu nome foi apontado mas não como testemunha “abonatória”. “Não sei sequer se vou ser chamado pelo juiz. Se for, responderei com verdade àquilo que me perguntar”, diz.

João Casanova de Almeida, antigo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, também foi chamado a testemunhar pelos colégios privados.

A chamada de ambas as testemunhas foi veiculada por Manuel Bento, representante das escolas privadas no Movimento em Defesa da Escola Ponto, ao “DN”.

Para Manuel Bento, estas duas testemunhas irão “confirmar” a tese que os colégios têm defendido: que os contratos assinados em 2015 previam que fossem abertas o mesmo número de turmas de 5.º, 7.º e 10.º ano, durante três anos, e não só a continuidade destes alunos até ao final dos respetivos ciclos.

Os dois políticos do anterior governo já afirmaram, ao longo destes meses, quando lhes foi questionado, "que os contratos eram para três anos em início de ciclo", diz Manuel Bento.