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25% do efetivo vai deixar a PSP nos próximos cinco anos

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ANDRÉ KOSTERS / Lusa

No dia em que a Polícia assinala o seu 149.º aniversário, o diretor nacional da corporação alertou que projeções apontam para que nos próximos cinco anos “as saídas de efetivos do ativo sejam superiores às eventuais novas admissões”, sendo “determinante” a afetação de recursos humanos e o ajustamento do dispositivo operacional

O diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Luís Farinha, disse esta terça-feira que cerca de 25% do efetivo vai deixar o ativo da Polícia de Segurança Pública nos próximos cinco anos, sendo urgente um rejuvenescimento.

"A elevada média etária dos recursos humanos policiais, com valores muito próximos dos 50 anos em diversas unidades territoriais, são realidades que carecem de reversão urgente pelo rejuvenescimento do efetivo, do qual cerca de 25% deixará o serviço ativo nos próximos cinco anos por força das previsões estatutárias", disse o diretor nacional da PSP, na cerimónia que assinalou os 149 anos daquela força de segurança.

No discurso, o superintendente-chefe Luís Farinha adiantou que as projeções efetuadas apontam para que "as saídas de efetivos do ativo, nos próximos cinco anos, sejam superiores às eventuais novas admissões". Nesse sentido, considerou "determinante" a afetação de recursos humanos e o ajustamento do dispositivo operacional em algumas áreas territoriais.

Em data de aniversário, o diretor nacional da PSP falou também da "insuficiência de alguns meios operacionais", como as condições das instalações policiais.

"A persistência de instalações operacionais estruturalmente desajustadas e com menos adequadas condições de trabalho para os polícias e para o atendimento ao cidadão não favorecem o sentimento de segurança, nem beneficiam o trabalho policial e a imagem do Estado", afirmou.

Luís Farinha defendeu igualmente "o reforço das capacidades operacionais das polícias municipais de Lisboa e Porto", considerando tratar-se de "uma mais-valia geradora de sinergias".

Com o reforço das capacidades, as polícias municipais de Lisboa e Porto passam a desenvolver, com carácter permanente, a regularização de trânsito e as atividades administrativa, enquanto a PSP "redireciona a sua missão para outros âmbitos de intervenção no contexto da segurança pública, de prevenção e fiscalização rodoviária", explicou Luís Farinha.

O diretor nacional da PSP manifestou-se ainda ao lado dos polícias em relação às "preocupações em matéria de condições de trabalho e exercício da função, bem como à legítima expetativa de progressão nas carreiras, particularmente pelos mais jovens".

"Estou confiante que serão encontradas as soluções necessárias, justas e adequadas (...). No âmbito das minhas competências e do que for legalmente possível, tudo farei com vista à satisfação dos anseios", disse ainda.

A cerimónia que assinalou os 149 anos da PSP, que decorreu nas instalações da direção nacional da Polícia, em Lisboa, foi presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, estando também presente a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

Durante a cerimónia, foram entregues os prémios de segurança pública e outras condecorações aos polícias que desenvolveram, em 2015, "atos heroicos e extraordinários envolvendo elevado grau de risco".